Neymar foi o único brasileiro indicado pela Fifa para concorrer ao prêmio de melhor jogador do mundo em 2015. Está sempre em evidência. Logo, vale a pena esmiuçar um tema que tem despertado as atenções de todos: poderá o jovem atacante do Barcelona superar o número de gols do Pelé na Seleção? Vamos tentar traçar uma projeção neste sentido. Tentar, pois não se pode afirmar quando o craque do clube catalão encerrará a carreira.

Vamos trabalhar aqui apenas com partidas contra seleções nacionais. Os números que se têm de Pelé mostram que disputou 112 jogos, marcando em 95 ocasiões. Média de 0,84. Mas excetuando os amistosos diante de clubes e combinados, ele esteve presente de fato em 93 jogos, anotando 77 gols – 0,82 em cada um.

Pelé disputou 112 jogos, marcando em 95 ocasiões. Média de 0,84

O que se afirma é que a possibilidade de Pelé ser alcançado pode até ser considerável, pois hoje em dia a Seleção cumpre mais compromissos. É fato. Confira: no período em que o Rei vestiu a amarelinha, de 7 de julho de 1957 a 18 de julho de 1971, a equipe da antiga CBD entrou em campo 172 vezes, ou 12 delas por ano. Como se pode notar, Pelé esteve ausente em 79 ocasiões, o que pode surpreender alguns. Mas em 1963, por exemplo, a Seleção disputou o Campeonato Sul-Americano disputado na Bolívia com um time formado por jogadores de Minas Gerais. Era oficial.

Neymar já marcou 46 vezes com a camisa amarela em 71 atuações. A média é de 0,64 por partida. Desde a sua estreia, em 10 de agosto de 2010, vitória de 2 a 0 sobre os Estados Unidos, num amistoso em New Jersey, até 25 de março de 2016, empate de 2 a 2 com o Uruguai, em Pernambuco,  período de cinco anos e meio, a Seleção jogou 87 partidas, pouco mais de 17 a cada um deles. O atacante do Barcelona só faltou a 17.

Neymar já marcou 46 vezes com a camisa amarela em 71 atuações. A média é de 0,64 por partida

Muitos ressaltarão que o Rei leva boa vantagem neste duelo porque jogava ao lado de alguns dos maiores craques da história do futebol. Basta citar a turma de 1970. Neymar não tem tido tal sorte. Seus companheiros são bem mais modestos. Não é saudosismo, é realidade. Não deve ser muito fácil fazer dupla de ataque com Hulk. E o próprio desempenho recente da Seleção também não o ajuda.

Mas o fato é que se o craque continuar marcando 46 gols a cada 71 atuações, mantendo a média de mais ou menos 17 delas por ano, ele terá superado Pelé no segundo semestre de 2018. Vale concluir, no entanto, dizendo que Neymar, com apenas 23 anos, deverá fazê-lo como artilheiro. Jamais como jogador. Pois Pelé foi um craque completo em todos os quesitos.