A eliminação do Corinthians na Libertadores pelo Nacional de Montevidéu, no empate de 2 a 2, deixa evidente que houve um encantamento apressado de todos, mídia e torcida e em torno do time paulista, gerado por alguns bons resultados, e é claro por uma euforia comum aos times populares. Na realidade, o que há de interessante no trabalho de Tite em 2016 é o fato de o treinador ter começado a arrumar a casa com eficiência após a debandada geral verificada no fim do ano passado.

O treinador, no entanto, e sem trocadilho, ainda não havia montado um timão. O 0 a 0 e sem graça no Uruguai havia sinalizado em tal sentido. Além disso, nunca é simples vencer uruguaios. O pênalti – Polenta em Marquinhos Gabriel – desperdiçado por André aos 83 minutos foi o balde água fria definitivo num momento em que a virada já parecia improvável. E o novo pênalti – ele, Polenta, pôs a mão na bola – que decretou o empate, surgiu quando o tempo era escasso.

Resta ao Corinthians ter a certeza que Tite, apesar do fracasso, está no bom caminho.