O Fluminense fez uma boa partida no Indio Condá, no interior gelado de Santa Catarina, notadamente na etapa derradeira, mas não soube transformar o domínio sobre a Chapecoense em vitória. O 0 a 0, na realidade, acabou sendo um mau resultado para o time carioca. Talvez tenha faltado um pouquinho mais de ousadia, levando-se em conta que a equipe verde e branca não ameaçou em momento algum.

Chapecoense e Fluminense fizeram um primeiro tempo equilibrado, no qual os times encontraram dificuldades para chegar ao gol adversário, pela marcação de ambos os lados, e é claro, as limitações de cada um. A bola pererecou pela intermediária. E a única chance real ocorreu aos 34 minutos: Cícero foi à linha de fundo e rolou para Jonathan. O lateral, e depois, no rebote, Richarlyson, concluíram em cima de Gimenez – o chute final foi de Giovanni, muito próximo do ângulo esquerdo de Danilo.

O Fluminense voltou para a etapa final com Magno Alves no lugar de Richarlyson. Mas a partida, na prática, não teve qualquer mudança. Nada que pudesse empolgar. Aos 15, Gum escorou de cabeça, à esquerda, para fora, após cobrança de escanteio. Quase. Algum torcedor acordou.

O curioso é que os treinadores não se preocupavam em promover mudanças. Após os 20 minutos, o Tricolor passou a ter maior posse de bola, dado que a Chape mostrava incompetência para sair da defesa ao ataque – as tentativas morriam invariavelmente antes do campo carioca. Visando corrigir o problema, o técnico Guto Ferreira lançou Artur Maia na vaga de Lucas Gomes.

Aos 29, Cícero marcou de cabeça, mas a arbitragem assinalou posição irregular, anulando o gol. E a equipe carioca seguiu controlando o jogo. A impressão era a de que estava em casa. Em dado momento, a Chape, acuada, parecia satisfeita. Aos 41, Édson recebeu de Gum na área e visou o canto esquerdo, mas para fora. E ficou assim.

Foto: Nelson Perez/Fluminense FC