Brasil 7 x 1 Haiti. E, no entanto, acredite: o placar foi modesto. Se o time aproveita todas as oportunidades, teria vencido por 12. Incrível é ter tomado gol do adversário

Numa partida de ataque contra defesa, o Brasil não teve nenhum trabalho algum para enfiar 7 a 1 no Haiti, no Citrus Bowl, em Orlando, na Flórida. Na realidade, se todas as chances fossem aproveitadas, o time poderia ter construído um placar histórico, como ocorria contra seleções frágeis nas décadas de 40 e 50.

Logo, é fundamental ressaltar que o Brasil não fez mais do que obrigação, dado que o adversário positivamente não é referência, mesmo que todos os seus jogadores hoje pertençam a clubes estrangeiros. Daniel Alves e Philippe Coutinho, que fizeram questão de participar intensamente do confronto, e Placide, que praticou intervenções espetaculares, foram os melhores em campo.

O Brasil, e não poderia ser diferente, começou atacando, disposto a evitar algum pesadelo, e pela pressão que exercia até demorou para abrir o placar, o que ocorreu aos 13 minutos, quando Philippe Coutinho recebeu de Filipe Luiz, tirou Genevois do caminho e acertou uma pancada de fora da área à direita de Placide. O time de Dunga continuou criando oportunidades, principalmente depois que o Haiti tentou marcar a saída de bola na intermediária, deixando ainda mais espaços atrás.

Assim, aos 28, Daniel Alves cruzou rasteiro, Jonas aparou, e rolou para Philippe Coutinho antes da chegada do goleiro, restando ao craque do Liverpool tocar livre para dentro. Aos 34, Placide lançou com as mãos nos pés de Daniel Alves, que levantou para Renato Augusto cabecear no ângulo esquerdo: 3 a 0.

Tudo leva a crer que o treinador não gostou de ver Jonas chegar ao intervalo sem marcar, tanto que trocou o atacante do Benfica por Gabriel. Como era de se esperar, o Brasil retornou buscando mais gols, e depois de três ou quatro possibilidades, Elias puxou contra-ataque e rolou para ele, Gabriel, que invadiu a área e bateu de canhota à esquerda: 4 a 0.

Há muito não se via tanta facilidade. Aos 20, Philippe Coutinho rolou para Daniel Alves, que cruzou para Lucas Lima cabecear à esquerda de Placide. Aos 25, o Brasil conseguiu o feito mais extraordinário do jogo: tomar um gol do Haiti, de James Marcelin, apanhando rebote de Alisson na pequena área.

Aos 40, Renato Augusto invadiu a área pelo meio, e chutou colocado, também à esquerda: 6 a 1. Nos acréscimos, Philippe Coutinho chutou colocado de fora da área: 7 a 1. Fim de papo. É torcer para que o saldo de gols decida a vaga para a próxima fase.

BRASIL 7 x 1 HAITI

Data: Quarta-feira, 8 de junho de 2016.

Competição: Copa América Centenário / Grupo B / 2ª rodada.

Local: Estádio Florida Citrus Bowl, em Orlando-Flórida (Estados Unidos).

Público: 28.241 espectadores.

Arbitragem: Mark William Geiger / Estados Unidos, Charles Justin Morgante / Estados Unidos e Joseph Wiltshire Fletcher / Canadá.

Gols: Philippe Coutinho 13’, 28’ e 92’, Renato Augusto 34’ e 86’, Gabriel 58’, Lucas Lima 65’ e James Marcelin 70’.

BRASIL: Alisson (Roma / Itália), Daniel Alves (Barcelona / Espanha), Marquinhos (Paris Saint-Germain / França), Gil (Shandong Luneng / China) e Filipe Luiz (Atlético Madrid / Espanha); Casemiro (Real Madrid / Espanha) depois Lucas Lima (Santos / SP) 60’, Elias (Corinthians / SP) depois Wallace (Grêmio / RS) 71’, Renato Augusto (Beijing Guoan / China) e William (Chelsea / Inglaterra); Philippe Coutinho (Liverpool / Inglaterra) e Jonas (Benfica / Portugal) depois Gabriel Santos / SP) – intervalo. Técnico: Carlos Caetano Bledorn Verri – Dunga.

HAITI: Johny Placide (Stade de Reims / França), Jean Alcenat (FC Voluntari / Romênia) depois Jean-Eudes Maurice (Sái – Gón FC / Vietnã), Reginald Goreux (Standar Liège / Bélgica), Romain Genevois (Olympique de Nice / França) e Jerome Mechack (Jacksonville Armada / Estados Unidos); Kim Jaggy (Aarau / Suíça), Kevin Lafrance (Chrobry Glogów / Polônia), Jean-Marc Alexandre (Fort Lauderdale Strikers / Estados Unidos) depois Max Hilaire (Olympique Choletais / França) 61’ e James Marcelin (Carolina RailHawkes / Estados Unidos); Jeff Louis (Malherbe Caen / França) e Kervens Belfort (1461 Trabzon / Turquia) depois Duckens Nazon (Stade Laval / França) – intervalo. Técnico: Patrice Neveu (França).