A partida entre Estados Unidos e Equador , em Seattle, prendeu a atenção do começo ao fim. Os times desperdiçaram muitas chances, tornando o duelo emocionante, pois os norte-americanos enfiaram 2 a 0, mas tomaram um gol quando restavam pouco mais de 15 minutos, deixando o placar aberto até o último apito do colombiano Wilmar Roldan.

Estados Unidos e Equador correram o diabo no primeiro tempo. Mas os norte-americanos foram mais incisivos. Atacavam com objetividade e retornavam para marcar quando perdiam a bola, enquanto o adversário tentava superar a defesa do time da casa sem muita organização. Aos 21 minutos, Wood recuou para Jones, que cruzou na medida para Dempsey cabecear no ângulo esquerdo de Dominguez: 1 a 0.

O Equador, em desvantagem, passou a sair com mais freqüência, deixado espaços para os contra-ataques dos norte-americanos, que ainda tiveram pelo menos outras duas oportunidades, com Dempsey e Bedoya, que concluíram nas mãos do goleiro. Aos 45, Arroyo aproveitou uma falha de Brooks, invadiu a área, mas chutou em cima de Guzan.

Dada a necessidade, o Equador voltou para a etapa final mais articulado, tentando pressionar, e os Estados Unidos, mais cauteloso, não conseguia chegar na frente como no primeiro tempo. Aos seis minutos, Antonio Valencia acertou Bedoya sem bola, e como já havia recebido cartão amarelo, foi expulso. Jones reagiu, acertando o rosto de Arroyo, o juiz flagrou, e também lhe exibiu o vermelho. Dez para cada lado.

De qualquer forma, o Equador, que desde o primeiro gol já mostrava desatenção na retaguarda, acabou sendo surpreendido aos 20 minutos, após lançamento longo de Brooks, que chegou aos pés dele, Dempsey, que rolou à esquerda de Dominguez – Zardes acompanhava e só empurrou para dentro: 2 a 0.

Os norte-americanos relaxaram. Aos 28, Walter Ayovi cobrou falta rasteira para Arroyo, que mandou o pancadão de fora da área, à direita de Guzan, diminuindo o placar. O Equador avançou de vez, e o adversário – que lançou Beckerman na vaga de Dempsey – para reforçar a marcação, oficializou o ferrolho. Enner Valencia cabeceou duas vezes para fora, a primeira delas cara a cara com o goleiro – como perde gol o atacante!

Próximo do fim, o time da casa apelou até para a velha cera, o que custou um amarelo para Guzan. O técnico do Equador, o argentino Gustavo Quinteros, disse algumas barbaridades, e acabou dedurado pelo quarto árbitro, o brasileiro Wilton Pereira Sampaio, sendo convidado a se retirar do banco de reservas. Erazo e Mina viraram atacantes. Bradley se desdobrava. Um gigante. E o esforço da seleção sul-americana se mostrou inútil.

O time de Jürgen Klinsmann, um show à parte, está nas semifinais da Copa América Centenário.

 

ESTADOS UNIDOS 2 x 1 EQUADOR

Data: Quinta-feira, 16 de junho de 2016.

Local: CenturyLink Field, em Seattle / Washington.

Arbitragem: Wilmar Alexander Roldan Perez, Alexander Guzman Bonilla e Wilmar Alveiro Navarro Contreras / Colômbia.

Gols: Clint Dempsey 21’, Gyasi Zardes 65’ e Michael Arroyo 73’.

ESTADOS UNIDOS: Brad Guzman, Matthew Besler, Geoff Cameron, John Brooks e Fabian Johnson; Michael Bradley, Alejandro Bedoya (Graham Zusi 80’), Jermaine Jones (Steve Birnbaum 90’) e Gyasi Zardes; Clint Dempsey (Kyle Beckerman 74’) e Bobby Wood. Técnico: Jürgen Klinsmann (Alemanha).

EQUADOR: Alexander Dominguez, Juan Carlos Paredes (Jaime Ayovi 81’), Arturo Mina, Fricson Erazo e Walter Ayovi; Carlos Gruezo (Cristian Ramirez 71’), Christian Noboa (Fernando Gaibor 61’), Jefferson Montero e Michael Arroyo; Antonio Valencia e Enner Valencia. Técnico: Gustavo Domingo Quinteros (Argentina).