Responda rápido: o que você conhece da Islândia? A cantora pop Björk, o atacante Eidur Gudjohnssen – que jogou no Barcelona – e o vulcão de nome impronunciável, Eyjafjallajökull. Pois a seleção viking empatou por 1 a 1 com a Hungria, em Marselha, e passou a figurar no mapa do futebol, pois suas chances de garantir vaga na próxima fase do torneio continental continuam, o que é surpreendente.

A exemplo do vulcão, que entrou em erupção em 2010, atrapalhando por duas semanas o tráfego aéreo da Europa, a equipe azul da terra gelada fez um ótimo primeiro tempo, quando fez 1 a 0, espalhando fumaça na retaguarda magiar, e só levou o empate porque recuou excessivamente no segundo tempo. A Hungria, com quatro pontos, está quase classificada.

A Hungria tinha maior posse de bola. No entanto, sem qualquer objetividade, tanto que as tentativas de chegar até a área da Islândia morriam pelo caminho, na obediência tática do adversário, que desarmava e saía com rapidez para o ataque. Aos 30 minutos, Gudmundsson tirou Juhász da frente, ficou livre, mas chutou em cima de Kiraly. Aos 37, o goleiro húngaro largou uma bola cruzada, Ragnar Sigurdsson deu leve toque de cabeça para Gunnarsson, que foi derrubado por Kádár. Gykfi Sigurdsson cobrou o pênalti – bem marcado – à direita de Kiraly, para marcar abrir o placar.

A Islândia retornou para a etapa derradeira recuada, adotando uma estratégia evidente – atrair a Hungria para liquidá-la nos contra-ataques, aproveitando os prováveis clarões que surgiriam na sua retaguarda. Mas o time nórdico permanecia cada vez mais atrás.

Os húngaros rodava a bola para os lados, sem imaginação para superar a retranca azul. Aos 20, Dzsudzsák cobrou falta. Haaldórson rebateu e segurou firme. Aos 23, Böde tentou acertar o canto direito e o goleiro defendeu novamente. A pressão era tal, e o recuo islandês taão absurdo, que aos 42, Nikoli invadiu a área pela direita, cruzou rasteiro, e o lateral Saeversson acabou marcando contra. Festa em Budapeste.

Aos 49, Gudjohnssen, o tal que jogou no Barcelona, apanhou sobra de falta, chutou forte, a bola, que tinha endereço certo, desviou em Guzmics e saiu. Ponto final. Quarta-feira, dia 22, tem Portugal x Hungria, em Lyon, e Áustria x Islândia, em Saint-Denis.

 

HUNGRIA 1 x 1 ISLÂNDIA

Data: Sábado, 18 de junho de 2016.

Local: Stade Vélodrome, em Marselha / França.

Arbitragem: Sergei Karasev, Nikolai Golubev e Tikhon Kalugin / Rússia.

Gols: Gylfi Sigurdsson 40’ (pênalti) e Birkir Saevarsson 87’ (contra).

HUNGRIA: Gabor Kiraly, Adám Lang, Richard Guznics, Roland Juhász (Adám Szalái 84’) e Tamás Kádár; Zoltan Géra, Tamás Priskin (Daniel Böde 66’), Adám Nagy, Láslo Kleinheisler e Zoltán Stieber (Nemenja Nikolic 66’); Balázs Dzsudzsák. Técnico: Bernd Storck (Alemanha).

ISLÂNDIA: Hannes Halldórsson, Birkir Saevarsson, Ragnar Sigurdsson, Kári Árnason e Ari Skúlason; Aron Gunnarson (Emil Hallfredsson 65’), Gylfi Sigurdsson, Kolbeinn Sigthórsson (Eidur Gudjohnssen 83’) e Jon Bödvarsson (Alfred Finnbogason 69’); Birkir Bjarnason e Johan Gundmundsson. Técnicos: Heimir Halgrimsson e Lars Lagerbäck (Suécia).