A vitória do Fluminense sobre o Flamengo, 2 a 1, no Rio Grande do Norte, aproximou os dois clubes na tabela, fazendo justiça ao que ambos apresentam no Brasileiro. Nem o Tricolor poderia figurar próximo do Z-4, assim como o Rubro-Negro não tem bala na agulha para posar de G-4. O próprio resultado do jogo e a falha incrível de Rafael Vaz no gol da vitória deixam as afirmações evidentes.

Três fatos impressionaram tanto, como a ausência do sol em Natal, ao longo da etapa inicial: o domínio do Flamengo do princípio ao fim, a incapacidade do time para marcar um gol, e a enorme dificuldade do Fluminense para sair jogando. O time da Gávea, jogando avançado, desperdiçou pelo menos duas oportunidades excelentes, ambas com Alan Patrick.

Na primeira, num carrinho, na pequena área, após cruzamento de Marcelo Cirino e a falha da zaga. Na segunda, num chute forte, com a baliza vazia, apanhando rebatida de Gum. O Fluminense deixou escapar praticamente todos os rebotes de sua defesa. A bola não parava nos pés dos tricolores.

O Flamengo voltou para a etapa derradeira com Emerson no lugar de Éderson. E o time das Laranjeiras com outra postura, mais organizado partindo para cima do adversário. Aos três minutos, Gustavo Scarpa cobrou escanteio, e William Arão cabeceou para trás, tirando a possibilidade da intervenção de Alex Muralha: 1 a 0. Quem não faz, leva. Aliás, o gol mostrou que a retaguarda rubro-negra também não é confiável, pois basta apertar um pouquinho para superá-la, como foi possível notar mais uma vez, adiante.

O Fluminense, no entanto, cometeu o erro de recuar imediatamente. Assim, aos 12, Alan Patrick mandou a pancada, Diego Cavalieri rebateu, Gum tentou afastar, e acabou levantando para Guerrero testar: 1 a 1. E o clássico ficou equilibrado. Aos 19, Magno Alves perdeu ótima chance, chutando fora, com Alex Muralha no chão. Aos 21, a zaga tricolor parou, Rafael Vaz se viu livre, mas concluiu em cima do goleiro. Aos 24, ele, Magno Alves, de novo, de frente para a baliza, finalizou nas nuvens carregadas que pairavam sobre a Arena das Dunas.

Levir Culpi trocou Maranhão e Magno respectivamente por Osvaldo e Richarlyson. O Flamengo voltou à carga, mas como em outras ocasiões, insistia em passes curtos pelo meio. O Fluminense recuperava a bola e saía em contra-ataques, que normalmente deixavam a zaga rubro-negra em pânico. Aos 30, Gum mandou um chutão para frente, Réver rolou para Rafael Vaz, que atrasou curtinho para Alex Muralha – Richarlyson aproveitou a falha, passou pelo goleiro e empurrou para dentro: 2 a 1. Pouco depois, saiu machucado, parta a entrada de Pedro.

E o Flamengo, que pôs Fernandinho, figura inútil, e Mancuello, não conseguuiu reagir. À exceção de um chute de fora da área do argentino, à direita de Diego Cavalieri, nada mais ocorreu. Quarta, o Fluminense visita o São Paulo, no Morumbi, e o Flamengo recebe o Internacional, em Vitória, no Espírito Santo.

 

FLAMENGO 1 x 2 FLUMINENSE

Data: Domingo, 26 de junho de 2016.

Competição: Campeonato Brasileiro / 11ª rodada.

Local: Arena das Dunas, em Natal / RN.

Público: 25.946 pagantes.

Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira, Emerson Augusto de Carvalho e Rogério Pablos Zanardo / SP.

Gols: William Arão 3’ (contra), Guerrero 57’ e Richarlyson 75’.

FLAMENGO: Alex Muralha, Pará, Réver, Rafael Vaz e Jorge; Márcio Araújo (Mancuello 77’), William Arão, Alan Patrick e Éderson (Emerson – intervalo); Marcelo Cirino (Fernandinho 75’) e Guerrero. Técnico: José Ricardo Mannarino.

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Gum, Henrique e Giovanni; Édson, Douglas, Cícero e Gustavo Scarpa; Maranhão (Osvaldo 71’) e Magno Alves (Richarlyson 71’) (Pedro 83’). Técnico: Levir Culpi.

 

Foto: Nelson Perez / Fluminense FC