François Hollande, o contestado presidente da República, a multidão que estava próxima à Tour Eiffel, em Paris, e a galera que compareceu ao Vélodrome, em Marselha, sofreram até os 86 minutos, quando a sólida retranca da Albânia tombou, após mais de 30 conclusões da França na direção da baliza.

Pois é. Foi mais um jogo de ataque contra defesa. A França, dona da casa, empurrada pela torcida, e com a obrigação de vencer, partiu desde que a bola rolou para cima da Albânia, que se plantou inteira na defesa, muito bem armada, tanto que não ofereceu ao adversário uma única oportunidade de verdade – daquelas de lamentar profundamente – ao longo do primeiro tempo. E é fato que também não acertou contra-ataque ameaçador.

A França voltou para a etapa final com Pogba na vaga de Martial, para melhorar o passe no meio. Mais incisiva, a seleção bleu-blanc-rouge passou de fato a preocupar a equipe do Leste, criando pelo menos três chances para sair do zero. Com um minuto, Koman concluiu à esquerda de Berisha, num lance que dificilmente um bom centroavante desperdiçaria. Aos oito, Payet rolou para Pogba chutar por cima. Aos 23, Giroud testou com capricho na trave direita – a impressão era a de que a bola estava entrando. E por aí vai.

Até que aos 41, quando o 0 a 0 já parecia uma realidade contundente para a França, Adil Rami cruzou na medida para Griezmann – que havia substituído Koman aos 67 – desviou de cabeça à direita sem chance para o goleiro: 1 a 0. A Albânia se perdeu. Nos acréscimos, Payet invadiu a área, se livrou a marcação de dois zagueiros e bateu colocado à esquerda: 2 a 0. A Albânia está eliminada.

 

FRANÇA 2 x 0 ALBÂNIA

Data: Quarta-feira, 15 de junho de 2016.

Local: Stade Vélodrome, em Marselha / França.

Arbitragem: William Collun / Escócia, Damien MacGraith / Eire e Francis Connor / Escócia.

Gols: Antoine Griezmann 89’ e Dimitri Payet 92’.

FRANÇA: Hugo Lloris, Bacary Sagna, Adil Rami, Laurent Koscielny e Patrice Evra; N’Golo Kanté, Blaise Matuidi, Kingsley Coman (Antoine Griezmann 67’) e Dimitri Payet; Anthony Martial (Paul Pogba – intervalo) e Olivier Giroud (André-Pierre Gignac 76’). Técnico: Didier Deschamps.

ALBÂNIA: Etrit Berisha, Elseid Hysaj, Arlind Ajeti (Frédéric Vesely 83’), Mergim Mavraj e Ansi Agolli; Amir Abrashi, Burim Kukeli (Taulant Xhaka 73’), Ledian Memushak e Andi Lila (Odise Roshi 70’); Emir Lenjani e Armando Sadiku. Técnico: Giovanni de Biasi (Itália).