O México derrotou o Uruguai por 3 a 1, numa partida muito disputada, absolutamente dramática, em Glendale / Arizona, válida pelo Grupo C da Copa América. Vale lembrar, antes de tudo, que as duas seleções apresentaram futebol bem superior ao do Brasil, sob todos os aspectos – físico, técnico e tático. O time da Concacaf foi melhor na etapa inicial. A Celeste cresceu no tempo final, empatou, mas acabou tomando dois gols nos nove minutos derradeiros, quando saiu desordenadamente em busca da vitória.

O México, incentivado pela grande torcida que compareceu ao estádio da Universidade de Phoenix, que fica próxima da fronteira com o país, começou em ritmo alucinado, abrindo o placar aos três minutos: Guardado cruzou, Herrera pulou com Alvaro Pereira, que testou contra sua própria baliza. O Uruguai não conseguiu reagir. E evitar mais gols do adversário passou a ser a sua principal preocupação. A equipe sul-americana, na prática, teve uma única chance, aos 29, quando Cavani entrou livre na área e chutou em cima de Talavera.

O México continuou em alta velocidade, com excelente movimentação, confundindo a Celeste, cujos jogadores chegavam atrasados em todas as jogadas. Aos 27, Vecino, que já havia recebido o cartão amarelo, acertou Corona e foi expulso pelo árbitro paraguaio Enrique Caceres. Logo, se os comandados de Juan Carlos Osorio soubessem traduzir em gols a sua superioridade teriam garantido a vitória no primeiro tempo.

No intervalo, o técnico Oscar Tabarez sacou Lodeiro e lançou Alvaro Gonzalez, e arrumou sua equipe, que mesmo com um homem a menos, retornou tentando imprensar o adversário, que se surpreendeu, e começou a errar passes, permitindo a aproximação cada vez maior da Celeste. Rolán desperdiçou a chance mais evidente aos 13, chutando para fora, livre diante de Talavera.

O México mexeu duas vezes, trocando Ciciarito e Corona respectivamente por Lozano e Dueñas. E Rolán, como castigo, acabou substituído logo depois por Abel Hernandez. Aos 27, Guardado, que também já havia sido advertido, pegou Sanchez por trás e recebeu o vermelho. Sanchez cobrou a falta e Godín, de cabeça, empatou: 1 a 1. Mas o Uruguai, empolgado, e em igualdade de condições com o México, decide partir para a vitória, deixando espaços excessivos em sua retaguarda.

Aos 37, Osorio tirou Cicarito, um tanto isolado na etapa final, para colocar Raul Jimenez. Aos 39, Rafael Marquez, ele mesmo, o zagueiro de 37 anos de idade, aproveita uma sobra de bola na área e conclui com um chute espetacular no ângulo esquerdo de Muslera. O Uruguai se perde de vez. Aos 43, num contra-ataque veloz, Lozano cruzou, Jimenez se atrapalhou, mas conseguiu levantar para Herrera, que cabeceou sem defesa: 3 a 1.

No fim das contas, uma vitória sem contestação. Se o Brasil enfrentasse qualquer um deles, México ou Uruguai, mostrando o futebol que apresentou contra o Equador, em especial na etapa final, provavelmente perderia.

 

MÉXICO 3 x 1 URUGUAI
Data: Domingo, 5 de junho de 2016.
Local: University of Phoenix Stadium, em Glendale / Arizona.
Público: 60.025 espectadores.
Arbitragem: Enrique Patricio Caceres Villafañe, Eduardo Cardozo Escobar e Milciades Saldívar Franco / Paraguai.
Gols: Alvaro Pereira (contra) 3’, Diego Godín 73’, Rafael Marquez 84’ e Raul Jimenez 88’.

MÉXICO: Alfredo Talavera, Nestor Araújo, Diego Reyes, Rafael Marquez e Héctor Moreno; Miguel Layún, Javier Aquino e Andrés Guardado; Jesus Corona e Javier Cicarito Hernández. Técnico: Juan Carlos Osorio Arbelaez (Colômbia).

URUGUAI: Fernando Muslera, Maximiliano Pereira, José Gimenez, Diego Godín e Alvaro Pereira; Carlos Sanchez, Arévalo Rios, Matías Vecino e Nicolas Lodeiro; Diego Rolán e Edinson Cavani. Técnico: Oscar Washington Tabarez.