A piscina foi esvaziada até a metade, e os soldados do fogo – como diziam os jornais de antigamente – decidiram quebrar a área no entorno do respiradouro, para arrancá-lo dali, o que de fato se fez. O problema é que o troço saiu envolvendo a coisa do rapaz, pois os bombeiros não se responsabilizaram pelo serviço completo, alegando que não eram médicos, e que as marretinhas poderiam ferir o piu-piu do jovem

O menino tinha 15 anos de idade. E um hábito exótico: gostava de colocar o seu piu-piu num daqueles respiradouros da piscina de um clube conhecido da Zona Norte do Rio de Janeiro. E assim procedia, submerso até o peito, num movimento discreto para frente e para trás, enquanto observava as moças que circulavam no deck, num turbilhão de emoção e prazer.

Até que numa bela manhã de sol, a jóia do rapaz ficou repentinamente presa no buraco, por causa de um fluxo da água, deixando o viril mancebo agarrado ao local. Não restaram mais de três minutos para que ele percebesse que não conseguiria se soltar sozinho. Além da imobilidade, havia a dor, pois a pressão espremia o bilau, levando a criatura a solicitar por socorro.

Chamou pela mãe, que convocou o salva-vidas, mas a dupla, apesar dos esforços, não conseguiu libertá-lo. A situação era de fato embaraçosa, pois em dado momento os freqüentadores começaram a notar que havia algo de errado com o pobre-diabo. Num dado momento, coitado, ele começou a chorar. A dor devia estar insuportável. Até que se formou uma espécie de “comissão” para resolver que providência seria tomada para livrar o menino daquela agonia. E o Corpo de Bombeiros foi chamado.

A piscina foi esvaziada até a metade, e os soldados do fogo – como diziam os jornais de antigamente – decidiram quebrar a área no entorno do respiradouro, para arrancá-lo dali, o que de fato se fez. O problema é que o troço saiu envolvendo a coisa do rapaz, pois os bombeiros não se responsabilizaram pelo serviço completo, alegando que não eram médicos, e que as marretinhas poderiam ferir o piu-piu do jovem, que foi levado a um hospital, onde o membro voltou a ver a luz. Oficiais experientes da nobre corporação vermelha comentaram que nunca haviam visto nada igual.

É óbvio que por ser menor, o nome e o rosto do taradinho não foram publicados. Mesmo assim, o episódio, como se nota, rendeu. O mais incrível é que o pai do rapaz, dois dias depois da confusão, telefonou para a redação do Jornal do Brasil avisando que estava processando o clube, alegando que o clube “não oferecia a segurança necessária aos seus frequentadores”.

Mas o jornal deu ao assunto por encerrado, certo de que o sujeito queria aparecer, e pior, submeter o filho a mais constrangimentos. Só se espera que o menino, que hoje deve ter entre 45 e 50 anos de idade, tenha encontrado outro meio de satisfazer seus mais íntimos desejos.