A Argentina abriu o placar no início, teve algumas dificuldades nos 24 minutos seguintes, mas depois da expulsão merecida de Godoy, soube impor enfim a sua superioridade, para enfiar 5 a 0 no Panamá, em Chicago. Lionel Messi jogou os 29 minutos derradeiros, o suficiente para marcar três gols e se dar ao luxo de iniciar, com um lançamento espetacular, o quinto deles. Covardia.

A Argentina começou melhor e fez 1 a 0 aos seis minutos. Di Maria bateu falta pela esquerda e Otamendi, de peixinho, pôs à esquerda e Penedo. O Panamá não se rendeu. Foi para cima do adversário, com muita movimentação, e criou pelo menos duas chances para empatar, a primeira numa cabeçada de Miller, na pequena área, para fora, a segunda em infração cobrada por Camargo, que Romero, um tanto atrapalhado, para escanteio.

A Argentina encontrava dificuldade para fazer a ligação entre defesa e ataque. O árbitro Joel Aguillar, de El Salvador, já havia distribuído cinco cartões amarelos, numa tentativa de segurar a pancadaria da equipe vermelha, quando Godoy, um dos premiados, acertou o rosto de Gaitán, e foi expulso.

Com um a menos, a seleção da América Central diminuiu o ritmo, o poder ofensivo, e a flagrante agressividade, permitindo que a equipe sul-americana respirasse. Aos 41, Di Maria sentiu e foi substituído por Lamela. O empate seria um resultado mais justo para o primeiro tempo.

O Panamá voltou para a etapa final como terminou a primeira, sem a intensidade que mostrou enquanto teve 11 jogadores, e a Argentina acertou o posicionamento, o suficiente para manter o controle da partida, mesmo que não ameaçasse muito o gol adversário. Aos 17 minutos, Lionel Messi substituiu Fernandez, sempre uma esperança de que o time de Tata Martino pudesse ampliar o placar.

Não deu outra. Aos 23, Miller rebateu mal, no rosto de Higuaín, e a bola sobrou para ele, Messi, colocar à direita de Penedo: 2 a 0. O Panamá exibiu toda a sua limitação aos 26: Quintero e Cooper avançaram em contra-ataque de alta velocidade, contra a marcação de Mascherano, que recuou e induziu o primeiro deles ao erro, evitando o pior. Os treinadores promoveram mais mudanças. Os comandados de Hernán Dario Gomez, no entanto, já não esboçavam reação.

Aos 32, Gabriel Gomez fez falta em Messi, arranhando o pescoço do craque. Inútil. Ele mesmo cobrou, no ângulo esquerdo de Penedo: 3 a 0. Aos 41, La Pulga invadiu a área, driblou Baloy, e mandou de canhota à direita: 4 a 0. Aos 44, ele, de novo, fez lançamento espetacular para Rojo, que escorou para Aguero, de cabeça, meter 5 a 0.

O técnico do Panamá, ao fim do jogo, olhava com cara de paisagem, como se pensasse. “Quem inventou de colocar esse cara em campo?”. Chega.

 

ARGENTINA 5 x 0 PANAMÁ

Data: Sexta-feira, 10 de junho de 2016.

Local: Soldier Field Stadium, em Chicago / Illinois.

Público: 53.885 espectadores.

Arbitragem: Joel Antonio Aguillar Chicas, Juan Francisco Zumba Galán e William Alexander Torres Mejía / El Salvador.

Expulsão: Anibal Godoy 30’.

Gols: Nicolas Otamendi 6’, Lionel Messi 68’, 77’ e 86’ e Sergio Aguero 44’.

ARGENTINA: Sergio Romero, Gabriel Mercado, Nicolas Otamendi, Ramiro Funes Mori e Marcos Rojo; Augusto Fernandez (Lionel Messi 62’), Javier Mascherano, Ever Banega e Nicolas Gaitán; Angel di Maria (Erik Lamela 42’) e Gonzalo Higuaín (Sergio Aguero 75’). Técnico: Gerardo Daniel Martino.

PANAMÁ: Jaime Penedo, Adolfo Machado, Felipe Baloy, Luis Alfonso Enriquez e Roderick Miller; Gabriel Gomez, Anibal Godoy, Armando Cooper (Armando Arroyo 75’) e Valentín Pimentel (Miguel Camargo 20’); Alberto Quintero e Blas Perez (Luis Tejada 74’). Técnico: Hernán Dario Gomez (Colômbia).

 

Foto: reprodução site AFA