O Vasco já não consegue repetir algumas das boas atuações que levaram o clube ao bi estadual e à liderança do Brasileiro. O time tem quase sempre a maior posse da bola, o que é normal, pois é o time a ser vencido no campeonato, e os adversários passam a maior parte do tempo na defesa. Mas não consegue criar oportunidades suficientes para ganhar com facilidade. A derrota de hoje, 2 a 1 para o Paraná, de virada, em São Januário, desagradou bastante a torcida, que pegou no pé de alguns atletas – Aislan, Júlio dos Santos e Jorge Henrique estiveram abaixo da crítica – e soltou a vaia nos minutos derradeiros.

Jorginho com certeza deverá rever conceitos. É possível que a idade esteja pesando para os mais veteranos, ou que os adversários tenham descoberto uma fórmula para anular o estilo de jogo crzu-maltino. Vale lembrar que o Vasco segue líder do Brasileiro.

O Vasco abriu o placar logo aos seis minutos: Madson cobrou o lateral, a bola cruzou a área, e Nenê, que corria por trás, bateu de canhota, sem chance para Marcos. O Paraná não se assustou. Jogou em igualdade com o adversário, e criou até mais oportunidades, em finalizações de Válber, rente à trave direita, e de Lúcio Flávio, que desviou na zaga e saiu.

Aos 35, Murilo Rangel bateu falta, e Jorge Henrique desviou de cabeça à esquerda de Martín Silva, que não teve tempo de chegar: 1 a 1. Mas o Vasco deixou de aproveitar os espaços que o time paranaense oferecia na retaguarda, dado que em momento algum deixou de atacar. Aos 43, Luan sentiu contusão e deu lugar a Aislan.

A equipe visitante voltou com Henrique na vaga de Válber, também contundido. Curiosamente, a situação se inverteu no segundo tempo, pois o time carioca, cobrado pela torcida, passou a pressionar, e o Paraná se encolheu um pouco, mas vez por outra ameaçava em contra-ataques. Jorginho trocou Júlio dos Santos, que vinha sendo vaiado, por William Oliveira. Aos 14, Nenê deixou Andrezinho na cara de Marcos, e o apoiador mandou a pancada no travessão – Leandrão apanhou a sobra e cabeceou para fora.

Por volta dos 20 minutos, a equipe dirigida por Marcelo Martelotte assumiu definitivamente a retranca. Claudevan ocupou o posto de Rafael Carioca e Fernandes foi para a lateral-esquerda. Jorge Henrique, em noite ruim – também já tinha cartão amarelo – saiu para a entrada de Éder Luiz. Aos 29, Marcos praticou bela intervenção, em pancada de Nenê. Aos 30, Rodrigo apanhou escanteio e cabeceou rente à trave esquerda.

Aos 43, Aislan e William Oliveira se atrapalharam de maneira bisonha. A bola bateu na cabeça do apoiador, e sobrou para Robson, que puxou o contra-ataque, driblou Rodrigo na área e rolou para Murilo Rangel mandar para dentro: 2 a 1. Restou ao Paraná segurar o resultado. “Fizemos uma partida perfeita”, resumiu o autor do gol da vitória.

 

35º jogo

VASCO 1 x 2 PARANÁ CLUBE / PR

Data: Terça-feira, 28 de junho de 2016.

Competição: Campeonato Brasileiro / 13ª rodada.

Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro / RJ.

Arbitragem: Rodrigo Batista Raposo, José Reinaldo Nascimento Júnior e Lehi Souza Silva / DF.

Gols: Nenê 6’, Jorge Henrique (contra) 35’ e Murilo Rangel 88’.

VASCO: Martín Silva, Madson, Rodrigo, Luan (Aislan 43’) e Henrique; Diguinho, Júlio dos Santos (William Oliveira 57’), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Éder Luiz 70’) e Leandrão. Técnico: Jorge Amorim de Oliveira Campos – Jorginho.

PARANÁ CLUBE: Marcos, Diego Tavares, Alisson, Basso e Rafael Carioca (Claudevan 66’); Leandro Silva, Fernandes, Murilo Rangel e Válber (Henrique – intervalo); Lúcio Flávio (Robert 79’) e Róbson. Técnico: Marcelo Martelotte.

Foto: Paulo Fernandes / Vasco.com.br