O Vasco jogou o suficiente – basicamente no segundo tempo  para derrotar o Goiás por 1 a 0, em São Januário, mantendo a liderança do Brasileiro, com 16 pontos, e ampliando a invencibilidade que preserva desde 2015 para 33 partidas. Restam três para superar a marca obtida pelo fabuloso Expresso da Vitória na década de 1940. Os três próximos adversários são o Joinville, dia 7, em Santa Catarina, o Atlético-GO, 11, no Espírito Santo, e o Náutico-PE, 14, por ora no Rio, quando o recorde poderá ser alcançado.

O Vasco fez um primeiro tempo ruim, confuso na defesa, sem imaginação no meio, os atacantes isolados, e mostrando lentidão exagerada no aspecto geral, esbarrando invariavelmente na marcação do adversário. Tanto que só teve uma chance, que Thalles aproveitou, mas em posição irregular, levando a arbitragem a anular o gol.

Logo, foi o Goiás que criou as oportunidades. Aos 36, o paulista Antônio Batista do Prado deixou de assinalar um pênalti de William Oliveira em Cléo – empurrão por trás. Aos 43, Alex Alves, de frente para a baliza, cabeceou por cima. O Vasco tomou o rumo do intervalo sob uma discreta vaia da torcida.

O time carioca retornou para a etapa derradeira com Andrezinho na vaga de Bruno Ferreira, que conseguiu errar tudo que tentou, o Goiás adotou a retranca para segurar o empate, , e os cruz-maltinos passaram a mandar efetivamente no jogo, se aproximando com freqüência da área verde.

Aos 21, Rossi tombou para fazer cera, recebeu amarelo, e levantou quando a maca chegou. Levou uma bronca do motorista do carrinho. Mas o juiz não apresentou o cartão vermelho, o que era obrigação, dado o abuso do atacante.

Aos 25, Nenê levantou com categoria da esquerda, deixando Andrezinho livre – bastou aparar e bater no canto direito: 1 a 0. O Goiás não conseguiu esboçar reação, e ao Vasco bastou segurar o resultado, com facilidade, para continuar mandando no Brasileiro da Série B.

Foto: Paulo Fernandes / Vasco.com.br