O São Paulo não suportou a pressão do Atlético Nacional e da torcida, além da arbitragem confusa do trio chileno, e acabou sendo derrotado por 2 a 1, em Medellín, e deu adeus ao sonho da Libertadores, embora tenha saído em vantagem logo aos nove minutos. Patricio Polic deixou de marcar um pênalti claro em Hudson e mostrou cartão vermelho para dois tricolores logo depois que a equipe colombiana virou o placar.

O Nacional – que foi campeão em 1989 – decide o torneio com o vencedor do confronto entre Boca Juniors e Independiente Del Valle, que jogam amanhã em Buenos Aires. Na ida, o time do Equador ganhou por 2 a 1, em Quito.

O São Paulo fez um bom primeiro tempo, procurando não só neutralizar o adversário na intermediária, como golpeá-lo em contra-ataque. Aos nove minutos, Michel Bastos cruzou e Calleri cabeceou fora do alcance de Armani: 1 a 0. Mas o time colombiano, sobretudo traiçoeiro, aproveitou um descuido da defesa tricolor, que deixou espaço em excesso, e chegou ao empate aos 15, com Borja, concluindo lançamento de Berrío.

Na prática, o São Paulo não sentiu o gol, e continuou perseguindo a vitória, trocando passes com acerto. Aos 18, Rodrigo Caio levantou para Calleri, que mandou de cabeça no travessão. Aos 26, Maichel Bastos cruzou rasteiro, mas ele, Calleri, não alcançou. A necessidade de vencer por dois gols deixava o São Paulo por vezes ansioso, permitindo que o Nacional assustasse. Aos 30, Berrío cruzou da direita, e Moreno, livre e de frente para a baliza, finalizou no Morumbi. Incrível! Nos acréscimos, no entanto, Hudson recebeu de Michel Bastos na área, e foi derrubado por Bocanegra no momento da conclusão, em pênalti escandaloso, que o árbitro – muito pressionado – preferiu ignorar.

O time brasileiro esperou apenas 10 minutos da etapa derradeira para reforçar o ataque. Alan Kardec substituiu Hudson. O risco tem seu preço. Aos 11, Borja bateu rasteiro para bela defesa de Dênis. Aos 15, Borja driblou o goleiro e rolou para Berrío completar em cima de Bruno, com a meta escancarada. Aos 16, Berrío tentou encobrir Dênis, que pôs para escanteio.

A correria começou a atrapalhar definitivamente o São Paulo. Edgardo Baúza lançou Luiz Araújo e Carlinhos. Aos 30, Guerra cruzou, a bola bateu no braço de Carlinhos, em penalidade cobrada por Borja: 2 a 1. Logo em seguida, o arbitrou expulsou Lugano e Michel Bastos, no meio de uma tremenda confusão, tipicamente sul-americana. Com nove contra 11, restava aguardar o apito final.

 

NACIONAL MEDELLÍN 2 x 1 SÃO PAULO

Data: Quarta-feira, 13 de julho de 2016.

Competição: Copa Libertadores da América / Semifinais / Volta.

Local: Estádio Atanasio Girardot, em Mdeellín / Colômbia.

Arbitragem: Patricio Antonio Polic Orellana, Christian Rodolfo Schiemann Alonso e Marcelo Renato Barraza Pardo / Chile.

Expulsões: Lugano e Wesley 79’.

Gols: Calleri 9’, Miguel Angel Borja 15’ e 77’ (pênalti).

NACIONAL: Franco Armani, Daniel Bocanegra (Felipe Aguillar 73’), Davinson Sanchez, Alexís Henríquez (Diego Arias 88’) e Farid Díaz; Alexander Mejía, Sebastian Perez (Alejandro Guerra 68’), Orlando Berrío e Macnelly Torres; Miguel Angel Borja e Marlos Moreno. Técnico: Reinaldo Rueda Rivera.

SÃO PAULO: Denis, Bruno, Rodrigo Caio, Lugano e Mena (Carlinhos 73’); Hudson (Alan Kardec 55’), Thiago Mendes, Wesley e Centurión (Luiz Araújo 69’); Michel Bastos e Calleri. Técnico: Edgardo Bauza.