A Alemanha ainda não conseguiu repetir as atuações da Copa de 2014, no Brasil. Mas voltou a provar a sua força, ao derrotar a Itália por 6 a 5, nos pênaltis, após 1 a 1 em 120 minutos. O jogo ficou longe do que prometeu. Muita bola para o lado. Emoções de menos. Sete penalidades desperdiçadas na decisão. E no entanto, lá vão os campeões mundiais em busca do tetra europeu. Ganharam em 1972, 1980 e 1996.

Os times fizeram um primeiro tempo muito abaixo de qualquer expectativa. A Alemanha teve maior posse de bola, pois a Itália mantinha uma barreira a partir da intermediária, e raras vezes conseguia sair em contra-ataque, impedindo que o jogo apresentasse algo de positivo.

Logo, apenas três registros. Aos 15 minutos, Khedira, machucado, saiu para a entrada de Aos 27, Schweinsteiger empurrou De Sciglio e marcou de cabeça, mas o gol foi justamente anulado. E aos 42, Giaccherini, em posição irregular, foi à linha de fundo e levantou na área. Sturaro mandou a pancada, que desviou em Boateng e foi para escanteio. Nada além. Até então, frustração total.

As equipes voltaram mais dispostas, menos seria impossível, a Itália mais cautelosa, tentando sair em velocidade, e a Alemanha praticando seu futebol de paciência, buscando um espaço para chegar. Dos 10 aos 13, o árbitro advertiu três italianos: Sturaro, De Sciglio e Parolo. Aos 19 minutos, Gomez deu passe espetacular para Héctor, que rolou na área para Özil bater de primeira à direita de Buffon: 1 a 0.

A Azzurra teria que modificar a sua estratégia, ou seja, avançar para tentar o empate. Antonio Conte, no entanto, não mexeu. É difícil abrir mão dos três zagueiros. Aos 23, Özil lançou Gomez, e Chiellini quase faz contra, obrigando o goleiro a praticar grande defesa. A Alemanha recuou. Um erro, pois o adversário, naquele momento, parecia fragilizado. Gomez sentiu contusão e deu a vaga a Draxler. Aos 32, Boateng disputou no alto com Chiellini e meteu o braço direito na bola. Bonucci cobrou o pênalti à esquerda. Neuer acertou canto, mas não alcançou: 1 a 1.

A Itália cresceu, indo e retornando em bloco. Nos últimos cinco minutos, porém, o jogo voltou à estaca zero, de bola tocada para os lados. De Sciglio, em jogada individual, ainda tentou evitar a prorrogação, chutando forte à direita de Neuer. E veio o tempo extra. Em 30 minutos, nada de interessante. Nenhuma oportunidade real. Pênaltis. O aproveitamento, na série de cinco, péssimo: 2 a 2. Na nona cobrança, Héctor bateu forte e encerrou o drama. Alemanha 6 a 5. “Não sei descrever o que vivi naquele momento”, resumiu o lateral-esquerdo. O próximo adversário: França ou Islândia. Semifinal será quinta-feira, dia 7, em Marselha.

 

ALEMANHA 1 x 1 ITÁLIA

Nos pênaltis: Alemanha 6 x 5 Itália.

Data: Sábado, 2 de julho de 2016.

Competição: Copa da Europa de Nações / Quartas de final.

Local: Stade de Bordeaux, em Bordeaux / França.

Arbitragem: Viktor Kassai, György Ring e Vencel Toth / Hungria.

Gols: Mesut Özil 64’ e Leonardo Bonucci 77’ (pênalti).

Nos pênaltis: Lorenzo Insigne (1 a 0), Toni Kroos (1 a 1), Simone Zaza (fora), Thomas Müller (defesa), Andrea Barzagli (2 a 1), Mesut Özil (trave esquerda), Graziano Pellè (fora), Julian Draxler (2 a 2), Leonardo Bonucci (defesa), Bastian Schweinsteiger (fora), Emanuelle Giaccherini (3 a 2), Mats Hummels (3 a 3), Marco Parolo (4 a 3), Joshua Kimmich (4 a 4), Matteo di Sciglio (5 a 4), Jerome Boateng (5 a 5), Matteo Darmian (defesa) e Jonas Héctor (6 a 5).

ALEMANHA: Manuel Neuer, Benedict Höwedes, Jerôme Boateng, Mats Hummels e Jonas Hector; Joshua Kimmich, Sami Khedira (Bastian Schweinsteiger 15’), Toni Kroos e Mesut Özil; Thomas Müller e Mario Gomez (Julian Draxler 72’). Técnico: Joachim Löw.

ITÁLIA: Gianluigi Buffon, Andrea Barzagli, Leonardo Bonucci e Giorgio Chiellini (Simone Zaza 15’ 2º tempo prorrogação); Marco Parolo, Stefano Sturano, Emanuele Giaccherini, Alessandro Florenzi (Matteo Darmian 87’) e Matteo di Sciglio; Graziano Pellè e Éder Cittadini (Lorenzo Insigne – 2’ 2º tempo prorrogação). Técnico: Antonio Conte.