O Flamengo, livre da letargia de Guerrero, e brigando o tempo inteiro pela bola, como se exige, contou com o oportunismo de Felipe Vizeu, que marcou os dois gols, para derrotar o Atlético-MG por 2 a 0, em Brasília, voltando a ocupar – provisoriamente na manhã deste domingo – o G-4 do Brasileiro. O Galo voltou a mostrar a sua ineficiência fora de Belo Horizonte. Não ganhou nenhuma. O clube carioca volta a jogar sábado, no clássico contra o Botafogo, reinaugurando o campo da Portuguesa, na Ilha, e o mineiro recebe o Coritiba na segunda-feira, dia 18, no Independência.

O Flamengo começou jogando fácil, e por pouco não marcou logo nos primeiros minutos, numa puxeta de Leonardo Silva, que enganou Victor, e com William Arão, numa cabeçada à direita. Isso não foi suficiente para o Atlético tomar providências, tanto que Mancuello teve espaço para deixar Felipe Vizeu à vontade, para bater à esquerda do goleiro: 1 a 0.

Em desvantagem, o Galo passou a apertar a marcação, tornando o trabalho do adversário mais complicado. Mas o Flamengo também dificultava as tentativas de contra-ataque da equipe mineira, embora às vezes a linha de zagueiros avançasse excessivamente, como ocorreu aos 29, quando Marcos Rocha lançou Patric. O meia se viu livre à frente de Alex Muralha, que saiu atabalhoadamente, mas preferiu tocar para o lado, entregando a bola ao adversário.

O jogo ficou interessante, porque exigia a atenção redobrada dos times. Se Mancuello conseguiu girar na área, aos 34, para defesa de Victor, o Atlético pressionava os zagueiros rubro-negros, que já não faziam a ligação com os apoiadores como aconteceu na primeira meia hora. A maior prova disso é que o Galo marcou duas vezes entre os 42 e 43 minutos, com Robinho e Carlos, mas os gols foram bem anulados pelo auxiliar Alessandro Álvaro Rocha Matos, pois ambos estavam em posição irregular. No final, o Flamengo retomou o pique, e conseguiu chegar ao intervalo com a vantagem. Tempo para descansar do calor.

O Atlético voltou com Maicossuel na vaga de Patric, figura nula até então. E o time carioca apostando em contra-ataques. O Galo pressionou nos primeiros minutos. Aos nove, Carlos mandou pancada de canhota e Alex Muralha fez bela defesa. O jogo permaneceu parado, após uma disputa entre Marcelo Cirino e Marcos Rocha, que deixou luxação no braço direito, substituído por Carlos César.

Aos 11, Fernandinho fez enfim a sua primeira boa jogada pelo Flamengo: foi à linha de fundo, driblou Júnior Urso e rolou para Felipe Vizeu tocar na pequena área, antes da chegada de Erazo: 2 a 0. Jayme de Almeida trocou Mancuello por Canteros, sinalizando que deveria recuar de vez, e o Atlético pôs Yuri no lugar de Clayton, para melhorar o passe. O time de Minas fazia esforço para superar o dia ruim, e teve boa oportunidade para diminuir, em jogada de Maicossuel pela esquerda, mas a bola atravessou a pequena área sem ser incomodada.

Veio a parada técnica e Gabriel substitui Marcelo Cirino. Logo depois, saiu Fernandinho e entrou Cuellar. A ordem era prender a bola. O público pedia olé, sem lembrar que o saldo de gols, que pode decidir a permanência no G-4, ou a fuga do Z-4, era zero. Cérebro de torcedor nem sempre é brilhante. No fim, o Flamengo rolou a bola, e segurou com alguma facilidade o resultado.

 

FLAMENGO 2 x 0 ATLÉTICO / MG

Data: Domingo, 10 de julho de 2016.

Competição: Campeonato Brasileiro / 14ª rodada.

Local: Estádio Nacional / Mané Garrincha, em Brasília / DF.

Público: 23.390 espectadores.

Arbitragem: Mariélson Alves Silva / BA, Alessandro Álvaro Rocha Matos / BA e Bruno Raphael Pires / GO.

Gols: Felipe Vizeu 12’ e 56’.

FLAMENGO: Alex Muralha, Pará, Réver, Rafael Vaz e Jorge; Márcio Araújo, William Arão, Mancuello (Canteros 63’) e Fernandinho (Cuellar 85’); Marcelo Cirino (Gabriel 78’) e Felipe Vizeu. Técnico: Jayme de Almeida Filho.

ATLÉTICO: Victor, Marcos Rocha (Carlos César 52’), Leonardo Silva, Erazo e Douglas Santos; Rafael Carioca, Júnior Urso, Clayton (Yuri 67’) e Patric (Maicossuel – intervalo); Robinho e Carlos. Técnico: Marcelo Oliveira.

 

Foto: Comunicação Flamengo