Heróis do mar, nação valente e imortal, levantai hoje de novo, o esplendor de Portugal! Como manda o hino, os lusos derrotaram Gales, apontado por muitos como favorito, por 2 a 0, e decide a Eurocopa de 2016, domingo, dia 10, contra o vencedor de França x Alemanha, que jogam amanhã em Marselha.

É a primeira vitória de Portugal no tempo regulamentar no atual torneio. E é segunda final do país na história – a primeira foi na derrota de 1 a 0 para a Grécia, em 2004, em Lisboa. Cristiano Ronaldo, que fez 1 a 0, e chutou a bola que Nani desviou para marcar o segundo, foi o nome da partida.

Portugal passou o primeiro tempo procurando espaços e esbarrando na defesa de Gales, que pôs em prática a sua estratégia habitual, de esperar atrás e tentar os contra-ataques, surpreendendo quando o adversário está desarrumado, como ocorreu em duas ocasiões. Aos 22, Bale avançou desde a intermediária e bateu na entrada da área, para intervenção segura de Rui Patrício. E aos 25, Ledley cruzou da direita, King cabeceou e a bola desviou para escanteio.

Bale teve mais liberdade que Cristiano Ronaldo, criando a única oportunidade que surgiu no jogo até o intervalo. O problema é que se continuasse assim, com as equipes correndo poucos riscos, a partida seria decidida nos pênaltis.

Mas um escanteio a favor de Portugal, logo aos cinco minutos da etapa derradeira, evitou que o duelo se arrastasse além do tempo regulamentar. Rafael Guerreiro cobrou curto para João Mário, que levantou para Cristiano Ronaldo subir mais que Chester e cabecear sem chance para Hennessey: 1 a 0.

Gales sentiu o golpe. E enquanto ainda resolvia o que fazer, para desmanchar o 3-5-2, dado que teria obrigatoriamente que sair para buscar o empate, acabou tomando o segundo gol. Aos oito, Cristiano Ronaldo apanhou sobra, bateu cruzado, e Nani, que estava no caminho da bola, desviou para dentro, à esquerda do goleiro: 2 a 0.

O técnico Chris Coleman tratou de mexer no time, trocando três jogadores entre os 17 e os 21 minutos, lançando Vokes, Church e Jonathan Williams, para tornar a equipe definitivamente ofensiva. Foi o que ocorreu. A equipe britânica, no entanto, acabou deixando a defesa desguarnecida, permitindo que Portugal criasse pelo menos quatro oportunidades para ampliar, a melhor com Danilo. O apoiador invadiu a área, mandou a pancada, e Hennessey conseguiu segurar, quando a bola estava quase atravessando a linha.

Fernando Santos promoveu três substituições pontuais, e seu time só tomou susto num chute longo e de efeito de Bale, que Rui Patricio rebateu. Portugal agora aguarda de cadeira o adversário da final. Melhor impossível.

 

PORTUGAL 2 x 0 GALES

Data: Quarta-feira, 6 de julho de 2016.

Local: Estádio de Lyon, em Lyon / França.

Arbitragem: Jonas Eriksson, Daniel Wärnmark e Mathias Klasenius / Suécia.

Gols: Cristiano Ronaldo 50’ e Nani 53’.

PORTUGAL: Rui Patrício, Cédric, Bruno Alves, José Fontes e Raphael Guerreiro; Adrien Silva (João Moutinho 79’), Danilo, Renato Sanches (André Gomes 74’) e João Mário; Cristiano Ronaldo e Nani (Ricardo Quaresma 86’). Técnico: Fernando Manuel Costa Santos.

GALES: Wayne Hennessey, Chris Gunter, James Chester, Ashley Williams, James Collins (Jonathan Williams 66’) e Neil Taylor; Joe Ledley (Sam Vokes 58’), Joe Allen e Andy King; Hal Robson-Kanu (Simon Church 63’) e Gareth Bale. Técnico: Chris Coleman.

 

Foto: Twitter @EURO2016