Brasil e Alemanha – que derrotou hoje a Nigéria por 2 a 0 em São Paulo – decidem às 17h de sábado, 20, quem fica com o ouro do futebol masculino da Olimpíada 2016. Será uma conquista inédita para o vencedor, pois o país que ganhou em 1976, em Montreal, foi a extinta Alemanha Oriental. Será com certeza um duelo de gigantes, e os brasileiros já falam em vingança do 7 a 1 da Copa de 2014. Nigéria e Honduras brigam pelo bronze no mesmo dia, às 13h, no Mineirão, em Belo Horizonte.

O jogo começou equilibrado. A Alemanha trocando passes, tentando encontrar, com paciência, espaços na zaga, e a Nigéria impondo ritmo acelerado, para superar o adversário na velocidade. Aos oito minutos, Gnabry lançou Meyer, que cruzou para Klostermann escorar quase embaixo da baliza: 1 a 0.

O gol não mudou as estratégias das equipes. Os alemães obedecendo a um padrão tático, de muita movimentação na frente, e os africanos partindo com maior aplicação, tanto que estiveram próximos do empate em três ocasiões. Aos 11, Horn furou numa devolução, Sadiq ficou com a bola, mas acabou chutando duas vezes em cima do goleiro. Aos 30, Obi Mikel invadiu a área driblando, bateu forte, mas Sven Bender desviou para escanteio. Aos 45, Sadiq ficou novamente de frente para o goleiro, sem marcação, e Klostermann surgiu no momento da conclusão, mandando para fora.

Os times não fizeram substituições no intervalo. Restava saber se a defesa germânica voltaria a falhar, ou se a Nigéria, um tanto afobada, permitiria que o rival ampliasse o placar, o que fatalmente decidiria o jogo. Aos dois minutos, Gnabre visou o canto esquerdo, e Daniel esticou o braço para ceder escanteio. Aos quatro, Selke driblou o goleiro, mas perdeu o ângulo para o chute.

Mas o fato é que o 1 a 0 permanecia, deixando o jogo em aberto, embora a Alemanha já evitasse os espaços que a Nigéria não soube aproveitar no primeiro tempo. Tanto que os africanos não conseguiam criar mais oportunidades. Aos 18, o técnico Samson Siasia enfim mexeu, trocando Sadiq e Udo por respectivamente Ajayi e Saliu. A Alemanha também promoveu mudanças, para dar fôlego ao time.

Deu certo. Aos 43, Selke apanhou a retaguarda adversária desguarnecida, invadiu a área, chutou errado, e Petersen, que acabara de entrar, escorou – em posição irregular – embaixo da baliza: 2 a 0. Fim de linha. Pois é. Brasil e Alemanha. De novo…

 

ALEMANHA 2 x 0 NIGÉRIA

Data: Quarta-feira, 17 de agosto de 2016.

Competição: Jogos Olímpicos Rio-16 / Masculino / Semifinais.

Local: Arena Corinthians / Itaquerão, em São Paulo / SP.

Arbitragem: Nestor Pitana, Hernán Maidana e Juan Pablo Belatti / Argentina.

Gols: Lukas Klostermann 8’ e Nils Petersen 88’.

ALEMANHA: 1 – Timo Horn (FC Köln), 2 – Jeremy Toljan (Ingosltadt), 3 – Lukas Klostermann (LB Leipzig), 5 – Niklas Suele (Hoffenheim 1899) e 4 – Mathias Ginter (Borussia Dortmund); 6 – Sven Bender (Borussia Dortmund) depois 16 – Grischa Proemel (Karlsruher) 75’, 7 – Max Meyer (Schalke 04) depois 18 – Nils Petersen (Freiburg) 84’, 8 – Lars Bender (Bayer Leverkusen) e 11 – Julian Brandt (Bayer Leverkusen); 17 – Serge Gnabry (Ingolstadt) depois 13 – Phillip Max (Augsburg) 77’ e 9 – Davie Selke(Werder Bremen). Técnico: Horst Hrubesch.

NIGÉRIA: 18 – Emmanuel Daniel (Enugu Rangers), 2 – Muenfuh Sicere (Supreme Court), 4 – Abdullahi Shehu (União Madeira / Portugal), 6 – William Ekong (Haugesund / Noruega) e 16 – Stanley Amuzie (Sampdoria / Itália); 17 – Usman Muhammed (Taraba Nigeria), 7 – Aminu Umar (Samsunspor / Turquia), 15 – Ndifreke Udo (Abia Warriors) depois Popoola Saliu (Seraing / Bélgica) 71’ e 10 – John Obi Mikel (Chelsea / Inglaterra); 9 – Imoh Ezekiel (Al Arabi / Catar) e 13 – Sadiq Umar (Roma / Itália) depois Oluwafemi Ajayi (Al Ahly / Egito) 63’ Técnico: Samson Siasia.