O Brasil, sem várias titulares, e a exemplo do time masculino, empatou por 0 a 0 com a África do Sul, na Arena Amazônia, mas garantiu o primeiro lugar do Grupo E. Vai enfrentar a Austrália, na sexta-feira, dia 12, em Belo Horizonte, pelas quartas de final.

Escalar time reserva, ou quase isso, é uma praga que virou hábito no nosso futebol em tempos recentes. Ao fazê-lo, o treinador atropela o entrosamento e o ritmo de competição, e ainda corre o risco – como ocorreu hoje – de passar vexame. No começo, nada que fugisse à expectativa, o Brasil atacando, procurando espaços, e a África do Sul defendendo, apostando em contra-ataques. O time visitante assustou aos nove minutos, com Kgatlana, que obrigou Aline Reis a sair para evitar o pior.

O time dirigido por Vadão tinha a posse da bola, trocava muitos passes, mas é fato que mostrava dificuldade para superar a retranca adversária. Uma rara exceção ocorreu aos 14, quando Raquel Fernandes invadiu a área e tentou, sem sucesso, driblar Barker. Dado o ferrolho amarelo, as meninas resolveram arriscar chutes longos, mas os chutes de Tamires, aos 24, que a goleira mandou para escanteio, e de Debinha, na trave esquerda, foram os únicos que assustaram. Havia, na realidade, alguma afobação da equipe brasileira, além é claro da marcação eficiente, que neutralizava as azuis. E o primeiro tempo terminou sem emoções.

No intervalo, Vadão trocou Tamires por Marta, tornando a equipe ainda mais ofensiva, e é claro, com maior qualidade no meio. A craque número um passou a ser a referência, e o Brasil a pressionar mais, embora as chances não surgissem. Pelo contrário, a África do Sul é que quase marcou, aos 25, num ataque fortuito, em chute colocado de Kgatlana no ângulo esquerdo, que levou Aline Reis a praticar a melhor intervenção da partida, para escanteio.

Aos 31, Erika cabeceou fora, à direita. Aos 38 e 39, Fabiana e Andressa Alves, na sequência, também ameaçaram abrir o placar.  Aos 43, Raquel Fernandes, livre na meia-lua, tentou encobrir Barker, que desviou para escanteio. O Brasil ainda abusou do jogo do abafa, mas o zero permaneceu no placar.

 

BRASIL 0 x 0 ÁFRICA DO SUL

Data: Terça-feira, 9 de agosto de 2016.

Competição: Jogos Olímpicos Rio-16 / Grupo E feminino / 3ª rodada.

Local: Arena Amazônia, em Manaus / AM.

Arbitragem: Stephanie Frappart, Manuela Nicolosi e Yolanda Parga / França.

BRASIL: 18 – Aline Reis (CBF), 12 – Poliana (Houston Dash / EUA), 14 – Bruna (Avaldsnes / Noruega), 3 – Mônica (Orlando Pride / EUA) e 6 – Tamires (Fortuna Hjorring / Dinamarca) depois 10 – Marta (Rosengard / Suécia) intervalo; 5 – Thaísa (CBF), depois 12 – Fabiana (Dalian Quanjian / China) 83’, 17 – Andressinha (Houston Dash / EUA), 13 – Erika (Paris Saint-Germain / França) e 7 – Debinha (Dalian Quanjian / China); 9 – Andressa Alves (Barcelona / Espanha) e 15 – Raquel Fernandes (Changchun Zhuayne / China). Técnico: Oswaldo Alvarez – Vadão.

ÁFRICA DO SUL: 1 – Roxanne Barker (Heerenveen / Holanda), 17 – Leandra Smeda (University of Western Cape Ladies), 4 – Noko Matlou (Ma-Indies Ladies), 5 – Janine van Wyk (JVW Ekhuruleni) e 3 – Nothando Vilakazi (Palace Super Falcons); 7 – Stephania Malherbe (Texas University / EUA), 6 – Mamelo Makhabane (JVW Ekhuruleni), 10 – Linda Motlhalo (JVW Ekhuruleni) depois  14 – Sanah Mollo (Mamelodi Sundowns) 65’ e 15 – Refiloe Jane (Mamelodi Sundowns); 12 – Jermaine Seoposennwe (Samford University-Alabama / EUA) e 20 – Thembi Kgatlana (University os Western Cape Ladies) depois 9 – Amanda Dlamini (JVW Ekhuruleni) 82’. Técnico: Vera Pauw.

 

Foto: Ricardo Stuckert/CBF