Não há desculpa que possa justificar o novo fracasso do Brasil, que voltou a empatar por 0 a 0 em Brasília, desta vez com o Iraque, jogando um futebol sem imaginação suficiente para marcar um único gol em 180 minutos. Uma decepção completa. A terceira e última rodada será quarta-feira, dia 10, em Salvador, com os jogos às 22 horas: África do Sul (1 ponto) x Iraque (2), na Arena Corinthians, em São Paulo, e Brasil (2) x Dinamarca (4), na Fonte Nova, em Salvador.

O Iraque tentou medir forças no começo, e chegou a mandar uma bola na trave, aos 11 minutos, numa cabeçada de Abdulraheem, após falha de Wéverton. Logo, no entanto, percebeu que seria suicídio, e preferiu recuar, embora aceitando a pressão, que levou o Brasil a desperdiçar pelo menos seis oportunidades, as mais evidentes com em chutes de Zeca, aos 31, para defesa de Hameed, e de Renato Augusto, aos 43, que bateu no travessão. Mas é fato que não soube marcar.

O Brasil voltou com Luan no lugar de Felipe Anderson, cabendo a Neymar, na teoria, a tarefa de completar o meio. O time continuou com a posse da bola, mas com dificuldade de superar a retranca do adversário, que vez por outra ainda arriscava a chegada ao ataque. Aos nove minutos, Rogério Micale trocou Gabriel Jesus, peça nula, por Rafinha, para melhorar, quem sabe, o passe. Aos 15, Neymar teve ótima chance, e não alcançou a bola cruzada na pequena área.

Começaram as vaias. E aumentou a cobrança. O público gritava o nome de Marta. O Brasil mostrava os primeiros sinais de desespero: passes errados, cartões amarelos para Douglas Santos e Rodrigo Caio, o habitual destempero de Neymar, e os zagueiros subindo nas bolas cruzadas sobre a área. William substituiu Douglas Santos, e Zeca foi para a lateral-esquerda, onde joga no Santos. O Iraque não fez por menos. Reforçou a retaguarda com mudanças e não mostrava constrangimento ao dar chutões para todos os lados.

Aos 45, os visitantes perderam a bola na frente, William foi ao ataque e cruzou para Renato Augusto, que concluiu para fora, de forma bisonha, com a baliza vazia. O árbitro, até por conta de um mentecapto que invadiu o gramado, acrescentou sete minutos. Gabriel reclamou pênalti – que não houve – do goleiro. Aos 51, Rafinha apanhou sobra e bateu fora. Mais vaias. Um horror. Cair na primeira fase será apenas mais uma prova da queda impressionante do futebol brasileiro.

 

BRASIL 0 x 0 IRAQUE

Data: Domingo, 7 de agosto de 2016.

Competição: Jogos Olímpicos Rio-16 / Grupo A / 2ª rodada.

Local: Estádio Nacional / Mané Garrincha, em Brasília / DF.

Arbitragem: Ovidiu Hategon, Octavian Sovre e Sebastian Gheorghe / Romênia.

BRASIL: 1 – Weverton (Atlético / PR), 2 – Zeca (Santos / SP), 4 – Marquinhos (Paris Saint-Germain / França), 3 – Rodrigo Caio (São Paulo / SP) e 6 – Douglas Santos (Atlético / MG) depois 13 – William (Internacional / RS) 79’; 16 – Thiago Maia (Santos / SP), 5 – Renato Augusto (Beijing Guoan / China), 17- Felipe Anderson (Lazio / Itália) depois 7 – Luan (Grêmio / RS) intervalo e 9 – Gabriel (Santos / SP); 11 – Gabriel Jesus (Palmeiras / SP) depois 8 – Rafinha (Barcelona / Espanha) 54’ e 10 – Neymar (Barcelona / Espanha). Técnico: Mário Rogério Micale Reis.

IRAQUE: 12 – Mohammed Hameed (Al-Shorta), 2 – Ahmed Ibrahim (Iraq Football Association, 4 – Mustafa Nadhim (Naft Al-Wasat), 15 – Dhurgham Ismael (Rizespor / Turquia) e 6 – Ali Adnan (Udinese / Itália); 14 – Suad Natiq (Al-Quwa Al-Jawiya), 16 – Saad Luaibi (Al-Qadisiyah / Arábia Saudita) depois Ali Faez (Rizespor / Turquia) 78’, 18 – Amjed Attwan (Al-Shorta) e 8 – Mohamad Abdulraheem (Al-Zawraa) depois 7 – Hammadi Ahmed (Al-Quwa Al-Jawiya) 83’; 17 – Alaa Ali (Al-Zawraa) e 13 – Sherko Kareem (Grasshopper / Suíça) depois Humam Tareq (Al-Quwa Al-Jawiya) 62’ . Técnico: Abdulghani Alghazali.

 

Foto: Rio2016.com