Rodrigo Caetano mostrou postura equilibrada, como é de seu costume, ao longo da sua primeira entrevista após a saída do Flamengo. Fez questão de explicar, em várias ocasiões detalhadamente, algumas situações emblemáticas que ocorrem nos bastidores, e que o torcedor comum nem sempre assimila, pois há interesses distintos em torno delas.
Ressaltou ainda a sua participação em processos importantes, o que é verdade, mas deixou evidente também que não conseguiu entender o que é Flamengo, ao amenizar não só a queda para o Botafogo, que eliminou o time no Estadual, mas as decisões perdidas em 2017, para Cruzeiro e Independiente. E ao afirmar ainda que “é um equívoco atrelar a figura do diretor executivo aos resultados”.
Caetano não compreendeu enfim que não há derrota em clássico que não seja trágica, e que é necessário sim ganhar títulos para a sobrevivência de qualquer jogador ou dirigente, remunerado ou não, pois a filosofia do gigante Rubro-Negro é ser campeão.
Seria um exagero afirmar que Rodrigo Caetano é incompetente, preguiçoso ou omisso. Injusto até. Mas é fato que ele não percebeu, definitivamente, que “risco calculado” em duelo regional, vice-campeonato e vaga e Libertadores não são suficientes para a grandeza do Flamengo. Simples assim.