O Flamengo fez hoje a apresentação oficial do novo diretor executivo, Carlos Noval, e num primeiro momento o vice de Futebol, Ricardo Lomba, assustou ao dizer que “o clube seguirá a mesma metodologia do Rodrigo Caetano”, sem explicar exatamente qual é, no conceito dos cartolas.

Nas entrelinhas, os entrevistados não descartaram o aproveitamento de Maurício Barbiéri, que está no cargo, enquanto não se define o próximo treinador, notadamente Noval, dado os elogios rasgados que fez ao interino.

O diretor executivo, aliás, também fez tremer, ao afirmar que não vê no time “a falta de querer correr em campo”, o que tem sido comum nos últimos tempos, à exceção dos jogos contra o Madureira e o Emelec.

Noval ressaltou ainda que considera o elenco qualificado, “que tem carências, mas que não há grande diferença para os outros clubes”, o que é aceitável, mas que só não se torna real porque – e aqui dizemos nós – não mostra a garra que a torcida exige, e que é longa tradição no clube. Assim, na prática, as duas declarações deixam evidente uma contradição.

Com isso, num resumo, e ao final das entrevistas de Bandeira, Lomba e Noval, ficamos sem saber exatamente o que poderá vir adiante. Até porque a quantidade de elogios aos que acabaram de deixar seus cargos foi absolutamente exagerada. Se estava mesmo tudo ótimo, para que mudar? Tudo muito devagar, numa avaliação geral, num momento em que se roga por vibração, entusiasmo, virada de mesa.

Oremos, pois, para que a cartolada faça as escolhas certas, pois se o que vem pela frente será no tom da coletiva de hoje – em ritmo de missa – o futebol do Flamengo ficará exatamente como está.