Maurício Barbiéri tem recebido muitos elogios dos jogadores. Dizem que conhece futebol e é bom de diálogo. Propõe idéias e ouve sugestões. Na teoria e na prática. Aliás, seria absurdo afirmar simplesmente que o homem não presta sem ver seus conceitos e métodos postos em prática.

Sendo assim, é importante deixar claro que ninguém duvida da capacidade do técnico, até porque ele ainda não teve a oportunidade de colocá-la à prova publicamente. E como Barbiéri será mesmo o comandante do Flamengo na estreia no Brasileiro, que fique bem evidente o que já foi dito: ninguém na torcida suporta mais o discurso conformista, aquele que considera o vice-campeonato um ótimo resultado, e que brigar por vaguinha em torneio continental é um grande negócio.

A propósito: técnico não precisa perder a voz para mostrar serviço, gritando com os jogadores no vestiário, pulando sem parar à beira do gramado, chutando copos e pressionando bandeirinhas, e afirmar em entrevistas, aos berros, que o time dele é de machos, para convencer que é mesmo de briga.

O que se quer é que tenha sempre o desejo de vencer as partidas e de ganhar títulos como metas principais, ou seja, o óbvio para um gigante como o Flamengo. Aliás, se Barbiéri começasse obtendo vitórias fantásticas em sequência seria um gênio. Nem oito, nem oitenta. Repetindo: o que se exige é o discurso otimista, sem “vamos levando”, mais paixão do que razão em campo, mesmo que também seja necessário mais razão do que paixão fora dele.

Assim, se Barbiéri entender o que se propõe será vitorioso na Gávea.