Renato Gaúcho será ou não o novo técnico do Flamengo? Como ele afirmou, após a goleada do Grêmio, 4 a 0 sobre o Monagas, que só falará sobre o assunto na noite de domingo, o mistério está no ar. Assim, o que importa agora, muito além da especulação, é apontar os prós e os contras de seu futuro aproveitamento.
A favor: será a sua primeira vez como treinador do clube, ganhando um salário de milionário, o que poderá deixá-lo entusiasmado, pronto para encarar os problemas de fato, como o notório desalento evidente de um grupo de jogadores, e até um provável choque de idéias com os cartolas e os gerentes do futebol. Mais: a indiscutível capacidade que ostenta hoje, evidente nas conquistas recentes e relevantes, para colocar em prática os seus conceitos, dentro e fora do campo.
Contra: o salário absurdo para a realidade brasileira, capaz de melindrar gregos e troianos, provocando a discórdia, sangrando como se não bastasse os cofres do clube, e a provável dificuldade de lidar com a pressão da torcida, dado que às vezes se torna absolutamente insuportável, apesar da vasta experiência, de vida e profissional, do treinador. E ainda: favorável, como é, à escalação de times reservas, Renato Gaúcho priorizará uma única competição, deixando as outras de lado, contrariando aquela que deve ser a filosofia básica do Flamengo: brigar por todos os títulos possíveis. Assim, como o clube disputará Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil, duas delas vão para o espaço, com equipes medíocres – também chamadas de “alternativas” – se arrastando e manchando o clube de vergonha.