Desde o início da semana, dado o marasmo vigente, e o excesso de elogios ao interino e quem sabe futuro treinador, ficou claro que o Flamengo provavelmente não apresentaria novidades para a estreia no Brasileiro.

E quando todos começaram a aceitar tal quadro, com certa resignação, eis que surge uma surpresa, a ausência do jogador que é – aos olhos da torcida – talvez o mais comprometido do elenco atual.

Titular, decisivo em muitas partidas nos últimos 10 anos, e único remanescente do Brasileiro de 2009, Éverton não enfrentará o Vitória, pois está trocando o Rubro-Negro pelo São Paulo.

A saída do atleta não é apenas mais uma derrota da diretoria atual, mas principalmente situação que contraria a imagem de um clube poderoso, rico e independente, que os cartolas querem vender.

Pelo que se leu e ouviu ao longo do dia, foi possível perceber o desânimo que tomou conta dos torcedores, capaz de arrancar a esperança de um bom começo de campeonato que havia em cada um, apesar da lamentável eliminação no Estadual, e como se não fosse suficiente, dos fracassos na busca por um treinador de ponta.

Embora ainda não concluído, o episódio Éverton deixa desde já a impressão que o Flamengo é um ver-o-peso, onde o freguês examina a mercadoria exposta na barraca e leva a quantidade que mais lhe aprece.

Assim sendo, o clube não deve apenas apresentar uma proposta de renovação, mas cobrir o que São Paulo quer dar ao jogador, e oferecer ao atleta – pelo que representa – algo além de compensação financeira, e que possa motivar o atleta a permanecer na Gávea.

De qualquer forma, a ausência de Éverton na estreia do Brasileiro já é uma perda sensível, e que dependendo do resultado que o time trouxer da Bahia, poderá se tornar absolutamente irreparável.