Uma vitória sobre o Inter, neste domingo, no Maracanã, representará muito mais do que os três pontos na tabela, necessários para que o Flamengo continue na liderança do Brasileiro. O resultado positivo também ajudará, e muito, a resgatar o interesse e a confiança da torcida, que estava adormecido, não só pelos resultados negativos, mas principalmente porque o time apresentava um futebol de baixo nível, que priorizava esquemas covardes.

Sem o ufanismo rasgado, tão comum na história rubro-negra, públicos beirando os 60 mil, já garantidos diante do Inter, e contra o Emelec, do Equador, dia 16, também no Maracanã, são a prova evidente que o Flamengo é um fenômeno, dado que tais números foram alcançados com apenas duas vitórias, contra Ceará e Ponte Preta.

Vencendo o clube gaúcho, e garantindo a presença na fase seguinte da Libertadores, a euforia definitiva vai tomar conta da galera, e os ingressos para o jogo contra o Vasco, no sábado, dia 19, serão disputados a tapa – e que seja no sentido figurado, é claro.

Para derrotar o Inter, no entanto, o time precisa manter o ritmo das partidas anteriores, e mais, respeitar o adversário, lembrando que se não vive exatamente uma grande fase, continua sendo um gigante do futebol brasileiro.

Para relembrar, a equipe gaúcha, em 2018, foi eliminada no Estadual pelo maior rival, o Grêmio, e na Copa do Brasil pelo Vitória-BA. Seu técnico, Odair Helmann, ainda não convenceu, pois não conseguiu sequer definir um onze titular, e daí a temporada irregular, com 10 vitórias, cinco empates e seis derrotas.

Mas a torcida rubro-negra está proibida de vaiar, e de xingar jogador, caso a partida, no começo, se apresente difícil, e se ocorrer alguma falha ao longo do primeiro tempo, pois a camisa colorada que estará do outro lado tem força, e é necessário ser racional e valente para derrubá-la.