Merece aplausos a iniciativa do Flamengo em organizar um esquema geral em torno do Maracanã, nesta quarta-feira, durante a chegada dos torcedores para o duelo de vida ou morte com o Emelec, pela Libertadores.

O problema maior, no entanto, poderá estar na saída. Se o time não vencer, será difícil conter o povão, pois a revolta não será apenas contra o mau resultado. Vale lembrar também que o Rubro-Negro foi eliminado na primeira fase da competição nas últimas quatro vezes que a disputou. E que a equipe do Equador está longe de ser um adversário de peso.

É o lanterna do Grupo D, no torneio continental, e o treinador uruguaio Alfredo Arias pediu demissão do cargo na semana passada, e só permaneceu por solicitação dos jogadores. Sua penúltima partida aconteceu domingo, com vitória de 2 a 1 sobre o Delfín, pelo Nacional, e a despedida será contra o Flamengo. Na sua própria avaliação, os resultados recentes não justificam a sua continuidade.

O Emelec é o quarto colocado do campeonato do país, atrás do rival Barcelona, da LDU de Quito e da Universidad Católica. Vale destacar, porém, que o terceiro lugar no Grupo D da Libertadores dará ao time “elétrico” a possibilidade de participar da Copa Sul-Americana, o que o mantém motivado para o duelo com o Rubro-Negro. Mas, como dito, não é necessariamente um modelo.

Na realidade, e depois da bobagem de domingo, já bastante criticada, o maior adversário do Flamengo no jogo contra o Emelec é a sua Comissão Técnica, que finge desconhecer, mas sabe que um simples empate provocará uma nova inquietação, que começará ainda no vestiário do Maracanã, e certamente ganhará as cercanias do estádio, pois ninguém vai suportar mais uma eliminação. É isso. Não quer pressão, vai viver no Canadá.