Fim de jogo, Bahia 3 x 0 Vasco, ficou a dúvida. Qual é o Bahia que enfrenta o Flamengo na próxima quinta no Maracanã? O que praticou um futebol arrastado, no mesmo ritmo do adversário, até os 63 minutos, ou o que virou o jogo com a entrada do meia Régis?

Na realidade, o time dirigido por Guto Ferreira é o mesmo desde o começo do Brasileiro, irregular como a maioria dos outras 19 que disputam o campeonato, ora sofrendo derrotas normais, dentro das circunstâncias de uma competição equilibrada, e em algumas ocasiões surpreendendo dentro da própria partida, como ocorreu ontem na Fonte Nova. Assim, vale ressaltar que é uma equipe da Série A, com qualidades e defeitos comuns aos demais. E que oferecerá dificuldades com qualquer um deles.

Quanto ao Flamengo, é fato que não poderá jogar como pequeno diante de sua platéia, como o fez diante do Atlético, em Belo Horizonte. Não importa qual seja o Bahia quem vem ao Rio. Aliás, parece pouco provável que Guto lance seus comandados francamente ao ataque, como procedeu em Salvador, o que inverterá, é claro, a situação do fim de semana.

Logo, surgem novas questões: saberá o Flamengo jogar um futebol prioritariamente ofensivo, e o Bahia, longe do seu povo, concentrar os 11 na defesa? Pois se não ocorrer uma rara exceção – o time da Boa Terra entra descuidado e toma dois gols em poucos minutos – o Rubro-Negro enfrentará um jogo amarrado, e sendo assim, uma vitória de 1 a 0 será ótima, com ou sem Régis no adversário. O próprio Régis, aliás, não sabe até agora se começa como titular ou reserva. E se o jogador surgirá como “arma secreta”, como se dizia antigamente.

De todo modo, que não se iluda o Flamengo, mas que saiba aproveitar o mando de campo e a força da sua torcida.