Se Paolo Guerrero já pode ser escalado, e está pronto para jogar, como garantiu, ao deixar a sede do Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça, não razão para não lançá-lo domingo contra o Inter, no Maracanã.

Henrique Dourado assinalou o gol da vitória de 1 a 0, e teve uma boa atuação contra a Ponte Preta, mas não há dúvida que o peruano lhe é superior. E caso este não suporte o ritmo, principalmente no segundo tempo, bastará substituí-lo. Simples, assim.

Para quem não sabe, ou não lembra, Guerrero fez 108 jogos e 42 gols pelo Flamengo, média de quase meio por partida, razoável para quem integrou times que cumpriram temporadas irregulares, desde que chegou à Gávea, em julho de 2015.

O peruano não veste a camisa rubro-negra desde 19 de outubro do ano passado, no triunfo de 4 a 1 sobre o Bahia, na Ilha do Urubu, e marcou pela última vez em outra vitória, 2 a 0 sobre o Sport Recife, no mesmo estádio.

E vale dizer ainda que a presença do atacante é importante por dois motivos: Dourado não conseguirá jogar mais do que mostrou a partir de 2017, quando ganhou notoriedade pelo Fluminense, e Guerrero, que não é um craque na essência, é indiscutivelmente um atacante qualificado no trato com a bola e nas conclusões, o que o garante como titular, até que ele mesmo prove o contrário, caso atravesse fase abaixo da crítica, se é que isso é possível.

Barbiéri x Antecessores – Não há nada mais cansativo do que polêmicas arrastadas em torno de esquemas táticos, 4-2-4, 4-3-3, 3-5-2, até porque o nobre esporte bretão é capaz de despertar paixões absurdas, o que leva a observações tão distintas quanto irracionais.

O Flamengo de Maurício Barbiéri ainda não enfrentou um adversário poderoso, o que dificulta uma análise mais apurada, mas não seria exagero dizer que já pratica um futebol mais objetivo e eficiente do que dois dos seus três últimos antecessores, José Ricardo Mannarino e Reinaldo Rueda.

Quem fique bem claro: o site Rua Paysandu não está afirmando que Barbiéri resolveu todos os problemas, que é um técnico fantástico, e que o Rubro-Negro já é o melhor time em atividade do país. Mas é fato que procura sempre a troca de passes, para manter a posse da bola, visando buscar brechas nas defesas contrárias, priorizando o jogo ofensivo o maior tempo possível, daí os resultados.

Zé Ricardo e Rueda preferiam recuar depois de construir o placar mínimo, acreditando que poderiam liquidar os adversários nos contra-ataques, o que poucas vezes conseguiram de fato, daí um punhado de decepções, pois quando sofriam gols, tinham dificuldade para recomeçar. Logo, jamais conseguiram consagrar, de verdade, pelo menos no Flamengo, o modelo que escolheram pôr em prática.

Na realidade, ocorrem circunstâncias distintas ao longo de uma partida, e o que consideramos 4-3-3, até então, pode ter qualquer outra denominação, quinze minutos depois, sem que o próprio treinador perceba, pois o futebol nem sempre obedece a esquemas rígidos em 90 minutos de bola rolando.

Como estará o Flamengo diante do Inter? E o Inter diante do Flamengo? Nesta sexta, estaremos tentando dar rumo a esta prosa.