Qual o Fluminense que o Flamengo enfrentará em Brasília? Antes de tentar responder, um breve parêntese, com exemplos recentes. Sim, pois era perfeitamente possível criar expectativas de como seriam os três jogos anteriores do Rubro-Negro no Brasileiro.

Em Belo Horizonte, retrancado como time pequeno diante do Atlético, apostando num contra-ataque, e quem sabe, numa falha flagrante do oponente, como aconteceu. Seria absurdo afirmar que a estratégia foi perfeita. Pois houve sofrimento do começo ao fim. Bolas nas traves e ótimas oportunidades desperdiçadas pelo adversário. Mas funcionou. No Maracanã, contra o Bahia, o contrário. O Flamengo com o controle da partida, procurando brechas na retaguarda da equipe da Boa Terra, que ficou de tal forma encolhida que acabou entregando o ouro. E diante do Corinthians, mesmo sem mostrar futebol exuberante, houve equilíbrio entre os três setores, que não só ofereceu poucas chances de gol aos paulistas, como permitiu ao time da Gávea aproveitar uma das raras que também teve.

Já para a próxima quinta-feira, é mais difícil de fazer uma previsão que chegue perto do provável. Depois de algum tempo, o técnico Abel Braga fez o Fluminense render num 3-5-2, meio esquecido no futebol de hoje, e foi assim que realizou jogos de bom nível, e outros efetivamente modestos, como o da derrota de 2 a 1 para o Paraná, em Curitiba.

No entanto, o Tricolor que o Flamengo enfrentará em Brasília, é uma verdadeira incógnita, por razões que parecem óbvias: a irregularidade do adversário, que até ontem sugeria equivocadamente ascensão, e uma rivalidade regional que cobra muito, e que é até capaz de transformar o das Laranjeiras num time poderoso.

Das estratégias utilizadas por Maurício Barbiéri nas três partidas anteriores, a que parece mais evidente para o Fla-Flu é a de domingo passado. A forma de jogo do Fluminense não guarda semelhanças com a do Corinthians. Mas se o técnico souber distribuir peso igual entre defesa, meio e ataque, existe de fato possibilidade de sucesso.

Não pensem porém que será molezinha. Molezinha em clássico só ocorre quando um dos lados dá pouca atenção ao jogo, como fez o Flamengo no Estadual, quando tomou de quatro. O Tricolor vem para ganhar. Logo, o Flamengo deve ter a mesma atitude.