São tantas as solicitações, via internet e nas ruas, que este site resolveu emitir breve opinião sobre o fracasso do Brasil no Mundial. Que é diferente da maioria esmagadora daquelas que leu e ouviu desde a derrota de 2 a 1 para a Bélgica.

Na realidade, é absolutamente radical, levando-se em conta a expectativa que as atuações convincentes e os resultados efetivos que o time teve desde que Tite assumiu como técnico, em junho de 2016.

E a intransigência no julgamento está ligada a uma posição igualmente inflexível, que é necessária adotar quando a torcida é por um gigante do futebol, seja clube ou seleção. O que se quer dizer é que o Brasil deve disputar Copa com o objetivo invariável de conquistar o título. Assim, qualquer outra posição é descartável, justificada pela não só pela tradição vitoriosa de nove décadas, mas também, como ocorreu em 2018, pela previsão antecipada de sucesso, criada pela trajetória eficiente dos últimos dois anos.

Não se pretende aqui discutir os erros acumulados ao longo do torneio, pois todas as vezes que se perde há uma busca incessante por culpados, nem tentar condená-los definitivamente às chamas do inferno. O que se pretende nestas linhas é afirmar que os equívocos ficaram evidentes na hora da verdade, e que o conjunto da obra levou o Brasil a uma campanha absolutamente decepcionante, na qual os pontos que tidos como frágeis confirmaram a incapacidade, e pior, os principais trunfos falharam de forma bisonha.

Logo, repetir que o trabalho foi ótimo, e que a seleção está no caminho certo, como este site tem lido e ouvido, seria de fato uma insensatez, pois é fato consumado que na prática deu tudo errado. E se foi assim, serão necessárias muitas mudanças, fora e dentro do campo, caso contrário, novas frustrações virão.

Este que vos escreve alimentou não apenas as suas, mas as esperanças de muitos, com base no que viu a partir de 2016, e agora sente na pele a culpa por fazê-lo. Pois é. Como diz o samba-canção de Billy Blanco, mais alto é o coqueiro, maior é o tombo do coco. Triste e insuportável. No mais, e sem alternativa, até o Catar-2022.