O Flamengo, fantasiado de Seleção da França, não fez uma partida efetivamente ruim, mas não jogou um futebol capaz de entusiasmar o torcedor, de fazê-lo acreditar que possa ser campeão brasileiro, levando-se em conta que o adversário briga contra a degola. Faltaram, além Kanté, Pogba, Mbappé e Griezmann, aquela gana, a certeza, enfim, de que o empate – hoje de 1 a 1 – mesmo fora de casa, não serve para aqueles que desejam buscar algo maior. Não deu para gritar “Allez Les Bleus”.

O Flamengo marcou com um minuto. Diego cobrou escanteio e Bruno Henrique desviou de cabeça, a bola encobriu Vanderlei e entrou. Gol contra. Aos 16, Lucas Veríssimo, machucado, deu a vaga para Luiz Felipe.

E o time da Gávea manteve, além da vantagem, o controle do jogo, mas não se empenhou para ampliar, e pior, passou a oferecer espaços em excesso para o adversário, que começou a ameaçar, até chegar ao empate, aos 33. Rodrygo invadiu a área pela direita, sem ser incomodado, e rolou para Gabriel tocar para dentro.

Com o gol, o Flamengo voltou a tocar a bola, aguardando uma falha da zaga paulista. Se procedesse dessa forma, quando o Santos perdia por 1 a 0, e parecia desconfortável, teria liquidado o jogo no primeiro tempo. Mas não o fez. Logo, os últimos 15 minutos foram de equilíbrio, e o placar de 1 a 1 ficou de bom tamanho para o que os times mostraram.

O time da casa trocou Eduardo Sasha por Renato no intervalo, e se objetivo era pressionar a saída de bola do Flamengo, deu certo, pois o Rubro-Negro ficou preso atrás, apostando apenas em contra-ataques, que não acertava. E a equipe paulista, com a posse da bola, passou a ter também, na teoria, mais chances de buscar o gol.

Aos 16 minutos, Barbiéri substituiu Guerrero – uma peça nula – por Uribe. Por volta dos 20, o Santos deu a impressão de ter cansado de fazer o que chamam agora de “marcação alta”, e o time carioca mais uma vez teve a oportunidade de tocar a bola. Mas faltava a objetividade.

Aos 26, Matheus Sávio, sem brilho, deu seu lugar a Geuvânio, que foi ocupar o setor esquerdo. Victor Ferraz e Alison demonstravam esgotamento. Logo em seguida, Serginho tirou Diego Pituca, um ótimo jogador, para a entrada de Léo Cittadini. Aos 41, acreditando no acaso, Barbiéri pôs Henrique Dourado no lugar de Diego. Mas ficou tudo igual.

Um resultado sem graça, péssimo para os dois times, e em especial para o Flamengo, que precisa justificar efetivamente a cada jogo a liderança do Brasileiro. E que não o fez.

FLAMENGO 1 x 1 SANTOS / SP

Data: Quarta-feira, 25 de julho de 2018.

Competição: Campeonato Brasileiro / 15ª rodada.

Local: Estádio Urbano Caldeira / Vila Belmiro, em Santos / SP.

Público: 11.843 pagantes / 11.843 presentes.

Arbitragem: Jaílson Macedo de Freitas, Elicarlos Franco de Oliveira e Jucimar dos Santos Dias / BA.

Gols: Bruno Henrique 1’ (contra) e Gabriel 33’.

FLAMENGO: Diego Alves, Rodinei, Réver, Léo Duarte e Renê; Cuellar, Diego, Lucas Paquetá e Diego (Henrique Dourado 86’); Matheus Sávio (Geuvânio 71’) e Guerrero (Uribe 61’). Técnico: Maurício Barbiéri.

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo (Luiz Felipe 16’), Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca (Léo Cittadini 78’), Bruno Henrique e Rodrygo; Eduardo Sasha (Renato – intervalo) e Gabriel. Técnico: Sérgio Bernardino – Serginho Chulapa.

(Foto: Renato Pizzutto/BP Filmes via Globoesporte)