Como é que o Flamengo pretende ser campeão se consegue chegar ao ponto de perder para o Ceará, penúltimo colocado, saldo negativo de 11 gols, dentro do Maracanã, com mais de 60 mil pessoas? Na realidade, não há intensidade, falta capacidade e força para decidir, ninguém assume a responsabilidade. Um show de irritação, liderada por Lucas Paquetá, de uma inutilidade sem par, seguido por Marlos Moreno, Lincoln e Vitinho, que não acertaram absolutamente nada. O desafio agora, para continuar fingindo que briga pelo Brasileiro, ou por algum título, é derrotar o Internacional no Beira Rio. Mas o que se espera é de fato é a saída de Maurício Barbiéri, e rastro, a da diretoria inteira. Vamos antecipar as eleições e dar um fim à incompetência dessa turma. Aliás, já havíamos antecipado aqui que a coisa não iria caminhar. São muitas décadas de estrada e de observação.

O jogo – O técnico Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi, conhecido como Lisca Doido, disse antes do jogo que o empate seria um bom resultado. Mal a bola rolou e isso ficou evidente. O time nordestino retrancado, e o carioca procurando espaços para marcar, sem muito sucesso. Diego teve um gol bem anulado aos 11 minutos, e Marlos Moreno desperdiçou ótima oportunidade, aos 13. O Ceará, apostando em contra-ataques, acabou tendo, na prática, mais chances. Aos 35, Leandro Carvalho tentou fazer bonito, encobrindo Diego Alves, mas o goleiro impediu. E aos 39, Juninho Quixadá, livre na área, e de frente para a baliza, chutou à direita, para fora. Até ali, um jogo perigoso, porque o Flamengo pouco ameaçava, e o adversário, saindo com rapidez, invariavelmente criava dificuldades.

A bola continuou rodando de um lado para o outro no segundo tempo, até que aos 13 minutos Barbiéri trocou Henrique Dourado e Marlos Moreno por respectivamente Lincoln e Vitinho, já meio no desespero. Mas além da posse da bola, algo lógico, nada de interessante acontecia. Na realidade, um punhado de cruzamentos, interceptados por Éverson. O tempo foi passando e o Flamengo não ameaçava. Aos 37, Eduardo Brock derrubou Diego na risca da área. E Lucas Paquetá, que vai enfim dar férias ao torcedor rubro-negro – poderia ficar nos EUA – mandou a bola no sol. Quando a partida caminhava para os acréscimos, Leandro Carvalho acertou chute de fora da área, e Diego Alves aceitou. Fim de linha. Quatro meses para o recomeço.

FLAMENGO 0 x 1 CEARÁ SPORTING / CE

Data: Domingo, 2 de setembro de 2018.

Competição: Campeonato Brasileiro / 22ª rodada.

Local: Estádio Jornalista Mário Filho / Maracanã, no Rio de Janeiro / RJ.

Arbitragem: Raphael Claus, Danilo Ricardo Simon Manis e Rogério Pablos Zanardo / SP.

Cartões amarelos: Henrique Dourado 18’, Calyson 43’, Samuel Xavier 49’ e Diego 88’.

Público: 55.147 pagantes / 61.277 presentes / 6.130 gratuidades.

Gol: Leandro Carvalho 90’.

FLAMENGO: Diego Alves, Pará, Rhodolfo, Réver e Renê; Piris da Motta (Uribe 83’), Lucas Paquetá, Diego e Éverton Ribeiro; Marlos Moreno (Vitinho 58’) e Henrique Dourado (Lincoln 58’). Técnico: Maurício Barbiéri.

CEARÁ SPORTING: Éverson, Samuel Xavier, Tiago Alves, Luiz Otávio e João Lucas (Eduardo Brock 72’); Edinho, Juninho, Calyson (Felipe Azevedo – intervalo) e Arthur (Arnaldo 70’); Leandro Carvalho e Juninho Quixadá. Técnico: Lisca.

(Foto: globoesporte)