A saída de Maurício Barbiéri parecia evidente desde a derrota de 3 a 0 para o Atlético Paranaense, em Curitiba, com três gols nos 20 primeiros minutos. Impossível suportar um vexame desses. E a chegada de Dorival Júnior parece sobretudo uma emergência de momento, restando pouco mais de dois meses para as eleições no clube e o fim da temporada, mais uma que passará em branco.

A tarefa do novo treinador não é uma fácil. Ninguém faz corpo mole no time. O problema é que a turma não mostra estabilidade emocional, e isso vai exigir de Dorival, e não tem ambição, absolutamente necessária para qualquer atleta.

O novo velho técnico – passou pela Gávea entre 2012 e 2013 com 50% de aproveitamento – é experiente e conhece futebol. Isso ninguém discute. O que ainda não se sabe é como aplicará seus conhecimentos.

Na teoria, e até pela pequena diferença de pontos que o separa dos líderes, o Flamengo tem possibilidades de ganhar o Brasileiro. Qual será a meta do treinador? Aquela vaguinha surrada na Libertadores, pouco para a grandeza do Rubro-Negro, ou a briga efetiva pelo Brasileiro?

A partir de amanhã, dependendo da postura que o time mostrará diante do Bahia, em Salvador, saberemos.