É assustador saber que o Flamengo precisa de um punhado de chances para fazer gol. Muitos dirão que se o time cria, já há algo de positivo. Assim, é preciso lembrar a fragilidade da LDU, e que jogando assim, não suportará o mata-mata, se chegar lá, é claro. Logo, não seria absurdo afirmar que foi uma vitória – de 3 a 1 – da óbvia e gritante diferença técnica entre as equipes. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Na realidade, parece que o principal aspecto positivo acabou sendo – além dos três pontos – a vontade dos jogadores, que brigaram do começo ao fim, inclusive para ampliar.

O conhecido expediente de fechar a defesa e apostar em contra-ataques, utilizado pela LDU, falhou de forma absurda logo aos nove minutos, ao deixar Éverton Ribeiro sozinho, na pequena área, para abrir o placar. Estava ali a grande oportunidade para decidir no primeiro tempo, pois os equatorianos, que viram a estratégia de jogo quebrada logo no começo, ficaram sem a noção de como proceder, permitindo que o Flamengo criasse e desperdiçasse várias chances, na mesma proporção. À LDU, restava orar pelo fim da etapa, sem esperar que ganhasse um pênalti de graça – Diego em Vega – numa raríssima investida, aos 44 minutos. Mas Intriago resolveu imitar o adversário, que não conseguia marcar, e chutou para a defesa de Diego Alves. Inacreditável, mas rigorosamente verdadeiro.

O segundo tempo começou, e o ritmo diminuiu, dezenas de trocas de passes, sem efeito algum. Mas após 15 minutos, até pelo nível da LDU, o Flamengo voltou a perder gols. Aos 24, quando ninguém suportava mais, Bruno Henrique escorou para Gabriel, que bateu de esquerda, para fazer 2 a 0. Aos 36, William Arão escorou de cabeça para Uribe, que acabara de entrar, enfiar 3 a 0. Aos 45, Trauco derrubou Freire na área. Borja – aquele de 2010 – cobrou e descontou: 3 a 1. Fim de papo. Os melhores foram Pará e Renê.

Domingo o time enfrenta o Volta Redonda, no Maracanã, para praticamente garantir a classificação às semifinais da Taça Rio. Por amor aos deuses, que não seja com time “alternativo”. Isso é insuportável.

FLAMENGO 3 x 1 LDU QUITO / EQUADOR

Data: Quart-feira, 13 de março de 2019.

Competição: Copa Libertadores da América / Grupo D / 2ª rodada.

Local: Estádio Jornalista Mário Filho / Maracanã, no Rio de Janeiro / RJ.

Público: 58.034 pagantes / 62.440 presentes / 4.406 gratuidades.

Arbitragem: German Raul Delfino, Diego Yamil Bonfá e Ezequeil Dario Brailovsky / Argentina.

Cartões amarelos: Rodrigo Aguirre 15’, Jéferson Intriago 51’ e Cuellar 52’.

Gols: Éverton Ribeiro 9’, Gabriel 69’, Uribe 81’ e Christian Borja (pênalti) 92’.

FLAMENGO: Diego Alves, Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê (Trauco 88’); Cuellar (Arrascaeta 84’), William Arão, Éverton Ribeiro e Diego; Bruno Henrique (Uribe 80’) e Gabriel. Técnico: Abel Carlos da Silva Braga.

LDU QUITO: Adrian Gabbarini, José Quintero, Carlos Rodriguez, Nicolás Freire e Christian Cruz; Jéferson Orejuela, Jéferson Intriago (Jacob Murillo 76’), José Ayovi (Júlio Ângulo 60’) e Jhojan Júlio; Edisson Vega e Rodrigo Aguirre (Christian Borja 80’). Técnico: Pablo Eduardo Repetto Aquino – Pablo Repetto.

(*) Diego Alves defendeu pênalti cobrado por Jefferson Intriago aos 44 minutos.